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Dólar continua sendo porto seguro, diz Morgan Stanley

Foto: Envato Elements

Um relatório do Morgan Stanley analisa as principais preocupações relacionadas ao câmbio e ao fenômeno da chamada desdolarização, concluindo que o dólar mantém sua posição dominante como moeda de referência mundial, apesar de algumas especulações em contrário.

 

“O que encontramos é que o dólar continua sendo a moeda de referência a nível internacional”, ressaltou Renato Grandmont, diretor de investimentos do Morgan Stanley.

 

Segundo Grandmont, embora relatórios recentes tenham destacado o aumento do peso do ouro nas reservas de vários bancos centrais, o dólar ainda é a moeda preferida tanto para os bancos centrais quanto para transações internacionais, devido à sua liquidez.

 

“Na verdade, o que mostramos é que é mais um mito do que uma realidade. A realidade é que o dólar continua sendo essa moeda de referência”, ressaltou Grandmont.

 

O relatório também analisa o mercado de criptomoedas, para o qual os Estados Unidos aprovaram no ano passado o Genius Act, que forma a base para as stablecoins.

 

Dólar como porto seguro

 

Grandmont destacou que o dólar continua sendo um porto seguro para os investidores. Ele explicou que, apesar do aumento da proporção de ouro nas carteiras dos bancos centrais, o dólar ainda representa entre 60% e 70% das posições dessas instituições.

 

O sistema jurídico norte-americano proporciona uma base de tranquilidade para os investidores, embora existam algumas preocupações, principalmente relacionadas à situação fiscal dos Estados Unidos.

 

O diretor de investimentos também contextualizou as flutuações recentes da moeda norte-americana: “O dólar passou de 1,02 contra o euro no início do ano passado a 1,18. E daí veio essa dúvida, o dólar vai deixar de ser a moeda de referência, mas só para lembrar aos nossos investidores que nos últimos 10 anos o dólar vem se negociando nessa franja entre 1 e 1,25 contra o euro”.

 

Perspectivas para mercados emergentes

 

Quanto às perspectivas de investimento global, Grandmont revelou que a maior posição de overweight do Morgan Stanley atualmente é na bolsa norte-americana, onde continuam vendo excelentes perspectivas.

 

Após os Estados Unidos, o banco está otimista com alguns mercados emergentes, especialmente a América Latina, incluindo México e Brasil.

 

“[Isso] apesar das eleições brasileiras, que devem provavelmente gerar um pouco de volatilidade”, afirmou.

 

Ele também comparou a situação da América Latina com a da Ásia, explicando que os países asiáticos estão mais vulneráveis à recente alta do petróleo, já que importam entre 40% e 90% do seu consumo de petróleo, sendo 40% a 70% provenientes do Oriente Médio.

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