A eleição para o Senado no Acre terminou com duas vagas preenchidas e uma diferença considerável entre as trajetórias eleitorais dos oito candidatos. O resultado da apuração foi com Marcio Bittar e Mara Rocha eleitos. Gladson Cameli, Jorge Viana, Eduardo Velloso e Sérgio Petecão, Professor Inácio Moreira e Dr. Junior Feitosa ficaram sem as vagas e pegaram a balsa pra Manacapuru.
Márcio Bittar (PL), reeleito ⬆️
Bittar recebeu 223.972 votos, equivalentes a 25,59% dos votos válidos, e conquistou a reeleição. Uma campanha marcada quase que 100% pela defesa do bolsonarismo e pela associação direta de sua imagem à direita nacional. O resultado lhe assegura mais oito anos de mandato, mantendo-o no Senado a partir de 2027. Desacreditado no início do processo eleitoral, foi o grande vencedor dessa eleição.
Mara Rocha (Republicanos), eleita ⬆️
Mara recebeu 157.104 votos, ou 17,95% dos válidos, e conquistou a segunda vaga. Ex-deputada federal e bolsonarista de carteirinha, ela retorna ao Congresso Nacional para ocupar uma cadeira no Senado. Sua eleição também terá consequências para a composição das forças políticas acreanas em Brasília, agora com uma representação formada por ela e Bittar entre os nomes eleitos neste pleito. Vale lembrar que ela e Bittar foram os indicados de Flávio Bolsonaro para o voto do acreano no Senado.
Gladson Cameli (PP), votação sob análise judicial ⬇️
O ex-governador recebeu 145.244 votos, correspondentes a 16,59% dos válidos. Enquando Bittar foi o grande vencedor, Gladson foi o grande perdedor. Primeiro pela situação jurídica, que mesmo que ganhasse a eleição, dificilmente seria diplomado, e segundo pelo resultado nas urnas. Desde o início do processo eleitoral era dado como certo no topo da votação, mas as urnas mostraram o contrário. Pra quem ia vencer com os pés nas costas, teve que botar o pé no chão.
Jorge Viana (PT), o retorno à disputa pelo Senado ⬇️
O ex-governador e ex-senador obteve 124.063 votos, ou 14,17% dos válidos. Jorge voltou a disputar uma vaga no Senado em uma eleição marcada pela predominância de candidaturas do campo conservador. O resultado não lhe garantiu uma cadeira e talvez tenha encerrado de vez sua carreira política no Acre caso só se interesse por disputas majoritárias. Se estiver disposto a cumprir tarefa para ajudar as forças progressistas do Acre, consiga uma vaga de deputado federal na próxima eleição.
Velloso (Solidariedade), quase 100 mil votos ⬆️
Velloso recebeu 95.128 votos, equivalentes a 10,87% dos válidos. O deputado federal foi o único dos nomes fortes e viáveis que disputou o Senado sem receber recursos do fundo partidário para sua campanha. Embora não tenha conquistado uma das vagas, conseguiu um resultado gigante. Com esse recall eleitoral, já se gabarita para sentar à mesa e ter o nome lembrado em qualquer disputa no Acre daqui pra frente.
Sérgio Petecão (PSD), fora das duas vagas ⬇️
Petecão terminou a disputa com 90.849 votos, ou 10,38% dos válidos. Senador em exercício e com dois mandatos nas costas, ele buscava renovar o mandato mais uma vez, mas não alcançou uma das duas vagas em disputa. O resultado encerra sua tentativa de permanecer no Senado a partir de 2027 e talvez seja também o fim de uma era na política do Acre.
Inácio Moreira e Junior Feitosa
Professor Inácio Moreira, do PSOL, recebeu 19.659 votos, enquanto Dr. Junior Feitosa, do Democracia Cristã, obteve 19.283. Nenhum dos dois conquistou uma vaga. Os números, no entanto, são animadores para ambos, que sem estrutura e tempo de TV abocanharam quase 20 mil votos cada. O resultado cacifa a dupla para vôos mais altos a partir de 2028.
















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