Enfrentando Ptolomeu, esquerda, antigos aliados, o governador Gladson Camelí tinha um cenário nebuloso nas eleições de 2022. Tão nebuloso que não uma, mas várias pessoas lançaram candidaturas, achando que poderiam lhe tomar o governo. E um dos assuntos mais sensíveis daquelas eleições passaram a ser a escolha do — ou da — vice ideal.
Os bastidores acompanharam quase que em tempo real a reação popular — e do quanto Gladson levou isso em conta. Márcia Bittar, Rômulo Grandidier, Alysson Bestene, Alan Rick, foram testados, aproximados e afastados dessas vagas pelos mais diversos motivos. Talvez o principal deles: pesquisas e reação popular.
No final das contas, Mailza Assis trouxe a leveza que a chapa precisava. Mulher, trabalho político prestado, apoio partidário forte, em plena campanha para o Senado. Mailza, querendo ou não, deu esperanças à campanha de Camelí ganhar no primeiro turno. E assim foi.
Quem quer ganhar eleição precisa ouvir a voz do povo. E, em 2022, Gladson ouviu.
BOCALOM — O mesmo se pode dizer de Bocalom em 2024. A escolha de Alysson trouxe a ele não apenas um nome bom, mas aliados, que passaram a defender o projeto e tiraram, do seu adversário, a chance do segundo turno. Que é o inimigo da alma de qualquer político.
NOMES AOS BOIS — Depois das convenções, chega a hora de analisar cada chapa. Quem são, o que elas representam, o que foi prioridade nas suas montagens (Voto? Dinheiro? Representatividade? Ideologia?). Para então dar nomes aos bois, saber quantos turnos teremos e quem pode levar a melhor.
NÃO SEJA VERDADE — Essa ata do Novo registrada sem o nome de Fernanda, antes das definições de vice, foram o assunto do momento. Quem acredita no deputado Emerson Jarude, está torcendo com todas as forças para que isso não seja verdade.
TÁ ERRADO? — “É melhor ser cabeça de mandi do que rabo de baleia”. De um deputado que preferiu não entrar na chapa do União Progressista para disputar a reeleição. E tá errado?
NOVO GURU — Depois do relacionamento de décadas com o senador Sérgio Petecão, parece que o professor Coelho se achou no gabinete de outro senador, o Márcio Bittar. Virou o novo guru político de lá.
APAGADINHO — O deputado federal Eduardo Velloso precisa ampliar a sua comunicação se realmente quiser brigar por uma vaga no Senado. Anda muito apagadinho.
NO MESMO DIA — Chegou a hora de políticos que estavam sendo por meses atacados, começarem a, misteriosamente, serem elogiados por aí. Tem um candidato com estrutura gigante, sempre criticado, mas que essa semana já fez Deus e o mundo falarem bem dele, no mesmo dia.
BATE-REBATE
– Tem uma pessoa do governo que não gostou muito do novo cargo (…)
– (…) Mailza a tirou do primeiro escalão, colocou num cargo menor e, desde então, ela nunca mais apareceu no local de trabalho (…)
– (…) O que será que houve? Tem gente com saudade!
– Binho Marques é um nome elogiado de esquerda à direita (…)
– (…) Se for suplente de Jorge, é de longe o suplente mais notável anunciado até aqui (…)
– (…) Ajuda e muito na eleição.
– De acordo com membros do PSD, os candidatos estão livres para apoiar qualquer governador (…)
– (…) Portanto, a chapa não corre riscos (…)
– (…) Então tá.
– Por onde anda o ex-secretário Aberson Carvalho?











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