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Estatais federais têm déficit de R$ 5,9 bilhões no 1º trimestre do ano

Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES

As empresas estatais federais registraram um déficit de R$ 5,9 bilhões nos três primeiros meses de 2026, segundo dados do Banco Central (BC), divulgados nesta quinta-feira (30/4).

 

O rombo supera o desempenho de anos anteriores e já ultrapassou o resultado negativo registrado ao longo de 2025, quando o déficit somou cerca de R$ 5,1 bilhões.

 

Déficit é quando as despesas são maiores do que as receitas; superávit é quando acontece o contrário.

 

Os dados mostram que o resultado negativo se concentra, principalmente, no início do ano. Só em janeiro, as estatais já haviam registrado um déficit de R$ 4,9 bilhões, indicando um cenário de forte pressão fiscal logo nos primeiros meses de 2026. Apesar disso, no mês de março, as estatais tiveram um déficit de R$ 469 milhões, bem menor do que o registrado nos meses anteriores.

 

O indicador divulgado pelo BC considera apenas empresas estatais federais que não incluem grandes companhias como Petrobras e Eletrobras, o que significa que o resultado reflete, sobretudo, a situação de empresas dependentes ou com maior fragilidade financeira.

 

Correios

 

A deterioração das contas ocorre em meio a dificuldades financeiras de algumas das principais estatais, com destaque para os Correios, que vêm pressionando os resultados do setor. A estatal afirmou que fechou 2025 com um prejuízo de R$ 8,5 bilhões.

 

Além disso, em dezembro, a empresa fechou um empréstimo de R$ 12 bilhões para financiamento de capital de giro.

 

O desempenho reforça a preocupação da equipe econômica com o impacto das estatais sobre as contas públicas. Embora essas empresas não entrem diretamente no resultado primário do governo central, seus déficits podem gerar necessidade de aportes ou aumentar a percepção de risco fiscal.

 

A piora ocorre em um momento em que o governo já revisou para cima a estimativa de déficit das estatais em 2026, diante da expectativa de resultados negativos mais elevados ao longo do ano.

 

O cenário adiciona pressão ao debate fiscal e deve alimentar discussões sobre a necessidade de reestruturação de empresas públicas e maior controle sobre despesas, especialmente em um contexto de busca por equilíbrio das contas públicas.

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