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Fundador do MBL sugere intervenção no Acre e diz que estado vive “situação de calamidade”

Foto: Instagram

O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) publicou um vídeo nas redes sociais na última sexta-feira (8) defendendo uma intervenção federal no Acre. No vídeo, ele usa indicadores sociais do estado para sustentar a tese de que o Acre vive uma situação de “calamidade pública” e afirma que, se eleito, colocaria um interventor para administrar o estado temporariamente.

 

Renan, que ganhou projeção nacional como um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL) e hoje preside o partido Missão, também citou a recente condenação do ex-governador Gladson Cameli no STJ por corrupção, mas focou a sua fala em críticas à estrutura política e aos indicadores sociais do Acre. Segundo ele, o estado recebe muitos recursos federais, mas continua apresentando problemas graves em áreas como educação, saneamento e saúde.

 

Parte dos dados citados por Renan encontra respaldo em levantamentos oficiais, embora algumas afirmações tenham sido apresentadas de forma exagerada ou sem contextualização. Por outro lado, a proposta de “intervenção federal” em um estado encontra limites constitucionais bastante rígidos. A Constituição prevê intervenção apenas em situações específicas, como comprometimento grave da ordem pública, descumprimento de decisões judiciais ou ameaça à integridade nacional, dependendo ainda de autorização e controle institucional. É um tipo de medida excepcional.

 

Em determinado trecho, Renan afirma que “não tem democracia no Acre” e critica o peso político do estado no Congresso Nacional, já que o Acre possui três senadores e oito deputados federais, como qualquer outra unidade da federação dentro das regras constitucionais brasileiras.

 

Nos últimos meses, Renan Santos tem apostado em declarações polêmicas para ampliar visibilidade nacional na corrida presidencial de 2026. Cria do MBL, ele tenta transformar o partido Missão em uma alternativa dentro do campo da direita, mantendo forte atuação nas redes sociais e um discurso confrontador sobre segurança pública, corrupção e gestão.

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