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EUA ameaça presidente do Peru após compra bilionária ser adiada

Foto: Reprodução Lockheed Martin

Logo após o presidente interino do Peru, José María Balcázar, anunciar que deixará a compra de 24 caças para as Forças Armadas a cargo de seu sucessor (o segundo turno das eleições presidenciais em 7 de junho), o embaixador dos Estados Unidos no país andino publicou ameaças nas redes sociais.

 

A empresa norte-americana Lockheed Martin e seus caças F-16 Block 70 estão entre os interessados na compra anunciada em 2024, pela então presidente Dina Boluarte, além da Gripen, da empresa sueca Saab, e da Rafale, da francesa Dassault. Na ocasião, ela afirmou que o Peru destinaria US$ 3,5 bilhões para a compra das aeronaves após empréstimos internos, sendo US$ 2 bilhões em 2025 e US$ 1,5 bilhão em 2026.

 

“Se negociarem de má-fé com os Estados Unidos e minarem os interesses americanos, podem ter certeza de que, como representante do governo Trump, usarei todas as ferramentas à minha disposição para proteger e promover a prosperidade e a segurança do nosso país e da região”, afirmou o embaixador Bernie Navarro no X.

 

Balcázar anunciou a decisão em entrevista à rádio local RPP, na noite desta sexta-feira (17/4). Segundo ele, o novo governo terá plena legitimidade para decidir de quem vai comprar os caças.

 

“Isso implica uma dívida enorme para o país. Dado que meu governo é de transição e termina em julho, acho que devemos deixar para o novo governo, que assumirá com a vontade democrática e forte dos cidadãos, lidar com questões dessa magnitude.Para nós, comprometer uma quantia tão grande de dinheiro com o governo entrante seria uma prática inadequada para um governo de transição”, disse o presidente peruano.

 

“A compra não foi finalizada; existe um cronograma, mas nenhum dinheiro foi desembolsado nem qualquer mercadoria foi entregue. […] Há uma proposta para a compra de aeronaves dos Estados Unidos, mas nenhum contrato foi assinado”, concluiu.

 

Os novos caças substituirão os Mirage 2000 franceses, adquiridos no início da década de 1980, e os MiG-29 russos, comprados no final da década seguinte.

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