O BRB (Banco de Brasília) aprovou na manhã desta quarta-feira (22) uma proposta que pode aumentar o capital em até R$ 8,8 bilhões. Paralelamente a isso, o banco regional aguarda um retorno do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) acerca de um empréstimo para sua capitalização, com o objetivo de melhorar seus indicadores financeiros após o caso Master.
O banco regional precisa de uma capitalização de R$ 6,6 bilhões. O montante foi solicitado ao FGC, que analisa o pedido. Além do FGC, o BRB também já começou a procurar instituições financeiras privadas sobre a possibilidade de um empréstimo, segundo fontes ouvidas pelo CNN Money.
Após constatar a existência de operações fraudulentas com o Banco Master, o BRB contratou uma auditoria externa independente para fazer uma espécie de pente-fino nas operações firmadas com a instituição financeira de Daniel Vorcaro.
A auditoria verificou que as operações com o Banco Master somaram cerca de R$ 21,9 bilhões. Desse total, R$ 1,9 bilhão foram vendidos ao mercado e os ativos restantes serão transferidos à Quadra Capital por R$ 15 bilhões, conforme apurou o CNN Money.
A operação com a Quadra Capital prevê o pagamento à vista de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões, montante que irá virar liquidez imediata para o BRB. O acordo também estabelece uma parcela posterior, estimada entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões, representada por cotas do fundo de investimento e a monetização dos ativos.
A carteira de ativos oriundas do Master e vendidas à Quadra Capital é composta por quatro grandes blocos:
Carteira de atacado composta por pessoas jurídicas e por grandes empréstimos;
Credcesta;
Ativos imobiliários;
19 fundos de investimentos, dos quais 17 são nacionais e dois são internacionais.
Com o avanço das operações com a Quadra Capital e com o aumento do capital social aprovado nesta quarta-feira (22), fontes ouvidas pelo CNN Money sob reserva consideram que o valor total de R$ 6,6 bilhões do empréstimo não seja mais necessário.
Assembleia Geral
A assembleia geral extraordinária estava prevista inicialmente para março, mas foi cancelada depois que o projeto de lei aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal que previa o uso de imóveis do governo do Distrito Federal como garantia para o BRB passou a ser questionado judicialmente. Na época, o banco também adiou a divulgação de seu balanço, cuja data limite era 31 de março.
Segundo fontes ouvidas pelo CNN Money, o balanço do BRB referente a 2025 será divulgado em 29 de maio.
A proposta aprovada nesta quarta-feira (22) prevê, considerando o valor mínimo, que o valor capital social da instituição subirá para R$ 2,88 bilhões. No caso da subscrição máxima, o capital saltará para R$ 11,161 bilhões.
Até então, o valor do capital social do BRB era de R$ 2,344 bilhões. A oferta de ações do BRB será feita por meio de subscrição privada. Isso significa que a compra dos ativos só pode ser efetivada por quem já integra a base de acionistas do banco.
O preço de emissão das novas ações foi fixado em R$ 5,36. A administração deliberou propor o presente aumento de capital como medida estruturante destinada a:
Reforçar a estrutura de capital da Companhia;
Fortalecer os indicadores prudenciais e patrimoniais do BRB;
Assegurar níveis adequados de capitalização e de índice de Basileia; e
Ampliar a capacidade de crescimento das operações da Companhia.















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