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Vereadores chamam Joabe de “traidor”, cobram R$ 6 milhões e sessão termina em bate-boca na Câmara

Foto: Assessoria

A sessão da Câmara Municipal de Rio Branco desta terça-feira (12) foi marcada por um clima bélico entre os vereadores, com trocas de acusações e ataques diretos ao presidente da Casa, Joabe Lira. O estopim da crise foi a exoneração de indicados ligados ao vereador João Paulo, afastado do mandato após assumir a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos.

 

Os cargos passaram a ser ocupados por assessores ligados ao vereador André Kamai (PT), o que provocou reação imediata de parlamentares aliados de João Paulo. Durante a sessão, vereadores acusaram Joabe de descumprir acordos políticos e perseguir colegas dentro da Câmara. O vereador Neném Almeida afirmou nunca ter visto “tanta trairagem” na política e disse que Joabe “meteu uma faca nas costas” de João Paulo.

 

As críticas aumentaram quando o vereador Marcio Mustafa chamou Joabe de “o pior presidente da história” da Câmara e disparou: “Honre as calças que o senhor veste”. Já o vice-presidente da Casa, Leôncio Castro, afirmou que decisões tomadas por ele durante ausências de Joabe foram desfeitas posteriormente pelo presidente. “Quem trai hoje, trai amanhã”, declarou.

 

O clima piorou ainda mais quando o ex-presidente da Câmara, Raimundo Neném, entrou no debate sobre a situação financeira do Legislativo. Ele rebateu críticas feitas por Joabe à gestão anterior e questionou o destino de cerca de R$ 6 milhões repassados à Câmara. “Só Deus sabe o que vai acontecer com esse dinheiro”, afirmou da tribuna.

 

Durante a discussão, Raimundo Neném também interrompeu uma fala de Joabe e acusou o irmão do presidente da Câmara de ser investigado pela Polícia Federal. Segundo ele, o familiar teria “rabo preso” em questões ligadas à área da saúde, envolvendo o programa Aedes do Bem. A declaração subiu ainda mais a temperatura no plenário.

 

Em contrapartida, o presidente afirmou que herdou uma Câmara com dificuldades financeiras e responsabilizou a gestão de Raimundo Neném pelos problemas administrativos da Casa. Disse ainda que precisou cortar gastos, limitar viagens e revisar contratos, além de prometer levar essas informações aos órgãos de controle.

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