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Sem Gladson, chapas da direita entram em ebulição por alianças e vaga no Senado

Foto: Reprodução

A condenação de Gladson Cameli pelo STJ nesta quarta (6) mexe diretamente com a eleição de 2026 no Acre. Não é uma decisão jurídica que fica restrita aos tribunais, é uma decisão que já altera as relações de alianças e obriga quem está no jogo a recalcular a rota.

 

Até aqui, o grupo governista se organizava em torno de um eixo claro. Gladson era o principal nome para o Senado e funcionava como referência política para sustentar a candidatura de Mailza Assis (PP) ao governo. Com ele fora desse cenário, a base perde seu maior puxador de votos e abre uma disputa interna que antes estava contida.

 

A vaga ao Senado vira o ponto mais sensível. Socorro Neri (PP) e Coronel Ulysses (União Brasil), que estão na mesma federação, passam a ser alternativas palpáveis. Nenhum dos dois era protagonista nesse desenho inicial, mas o espaço ficou aberto. A escolha passa a ser política e terá peso direto no futuro da chapa.

 

Esse movimento também atinge Marcio Bittar (PL). A aproximação dele com o grupo de Mailza fazia sentido com Gladson no jogo. Sem esse elemento, a conta muda. Bittar precisa de um palanque competitivo para buscar a reeleição. O caminho mais lógico seria Alan Rick (Republicanos), que já tem na chapa com Mara Rocha (Republicanos) e possivelmente Petecão (PSD). Logo, esse espaço está ocupado.

 

É nesse ponto que Bocalom (PSDB) volta para o centro da conversa. E com uma ironia que a política costuma produzir. Bocalom saiu do PL porque Bittar queria levar o partido para o campo governista. Agora, com o cenário invertido, os dois podem acabar se aproximando. Não por afinidade de projetos, mas por necessidade eleitoral.

 

Do lado governista, Eduardo Velloso (Solidariedade) aparece como um nome que pode crescer nesse vácuo. Ele nunca escondeu a disposição de caminhar com Mailza. Sem Bittar por perto, a vaga fica mais clara. É um encaixe que pode se consolidar sem muito estardalhaço.

 

No meio disso tudo, Jéssica Sales (MDB) também entra na equação. Hoje apontada como possível vice de Mailza, ela pode rever esse papel. Com a disputa ao Senado em aberto, surge uma alternativa mais ambiciosa. A decisão depende do desenho final das alianças, mas o cenário passou a permitir esse tipo de movimento.

 

No fim das contas, o que se vê é um ambiente muito menos previsível do que parecia semanas atrás. A saída de Gladson retira um nome forte da disputa eleitoral e altera a lógica das alianças construídas até aqui. Ela obriga cada grupo a se reorganizar a partir do que restou. Em momentos assim, mais do que força política, conta mais a capacidade de leitura e de decisão no tempo certo.

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