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Perpétua diz que EUA querem enfraquecer o Pix para favorecer empresas de cartão de crédito

Foto: Reprodução

A ex-deputada federal e pré-candidata ao mesmo cargo, Perpétua Almeida (PCdoB), afirmou que a nova ofensiva comercial do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Brasil tem como um dos objetivos enfraquecer o Pix e favorecer as grandes empresas americanas de cartões de crédito.

 

Em publicação nas redes sociais, Perpétua disse que o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos passou a ser visto como uma ameaça por oferecer transferências gratuitas e rápidas, reduzindo o espaço das operadoras internacionais no mercado.

 

“O governo dos Estados Unidos está pressionando o Brasil com tarifas injustas porque o nosso Pix se tornou uma ‘ameaça’ para eles.”

 

Na avaliação da ex-parlamentar, que também presidiu a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a pressão ocorre porque o Pix “democratizou o dinheiro no Brasil” e passou a competir com as bandeiras internacionais.

 

“Eles alegam ‘concorrência desleal’, mas a verdade é que não aceitam um sistema público e eficiente competindo com as bandeiras gringas que sempre dominaram o mercado.”

 

A manifestação foi feita após o governo dos Estados Unidos anunciar uma nova rodada de tarifas sobre produtos brasileiros e abrir uma investigação comercial que, entre outros pontos, questiona políticas brasileiras relacionadas ao comércio digital e aos meios de pagamento, incluindo o Pix. O governo americano sustenta que algumas práticas brasileiras podem prejudicar empresas dos Estados Unidos, enquanto o governo brasileiro contesta a interpretação e afirma que o sistema de pagamentos do Banco Central não configura concorrência desleal.

 

Perpétua também defendeu a permanência do Pix como instrumento de autonomia financeira do país.

 

“Desde a banquinha da feira até os grandes negócios, o Pix facilita a vida de milhões de brasileiros todos os dias. Não podemos retroceder e abrir mão da nossa independência financeira para beneficiar interesses estrangeiros. O Pix é nosso e não vamos abrir mão dele.”

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