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Mailza tem quase o teto de gastos em caixa, enquanto adversários ainda buscam recursos; veja as contas das campanhas

Foto: Reprodução

No meio da campanha eleitoral, a disputa pelo Governo do Acre já apresenta uma diferença milionária entre os recursos disponíveis para os seis candidatos. A maior parte do dinheiro está concentrada nas três principais campanhas, enquanto os demais candidatos ainda têm uma estrutura financeira bem mais enxuta.

 

Até o momento, cinco candidaturas registraram receitas no sistema da Justiça Eleitoral. Mailza Assis (PP) aparece com R$ 3,557 milhões, seguida por Alan Rick (Republicanos), com R$ 1,8 milhão, e Tião Bocalom (PSDB), com R$ 302,2 mil. Thor Dantas (PSB) soma mais de R$ 226 mil após um novo repasse, enquanto Eudo Raffael (PCB) declarou R$ 9.220. Dr. Luisinho (Agir) ainda não apresenta receita registrada na atualização consultada.

 

O teto de gastos para o primeiro turno é de R$ 3.557.761,23. Com isso, Mailza já tem praticamente todo o limite disponível, enquanto Alan Rick alcançou pouco mais da metade e Bocalom pouco mais de 8%.

 

Mas, além do tamanho das receitas, a prestação de contas revela diferenças na origem do dinheiro e na forma como os candidatos estão movimentando os recursos.

 

Mailza recebeu dois repasses do Progressistas

 

Os R$ 3,557 milhões registrados pela campanha de Mailza foram enviados pela direção nacional do Progressistas por meio do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).

 

O primeiro repasse, de R$ 3,03 milhões, foi feito em 28 de agosto. O segundo, de R$ 527 mil, entrou no início de setembro.

 

Até a atualização consultada, não havia despesas contratadas registradas pela campanha.

 

Alan recebeu R$ 1,75 milhão do Fundo Eleitoral

 

No caso de Alan Rick, praticamente toda a receita também veio do partido.

 

Dos R$ 1,8 milhão declarados, R$ 1,75 milhão são recursos do Fundo Eleitoral. Os outros R$ 50 mil foram informados como doação do candidato a vice, Fábio Ricardo Leite.

 

A campanha já registra R$ 50 mil em despesas.

 

Bocalom recebeu dinheiro do PSDB e duas doações

 

Dos R$ 302.200 arrecadados por Tião Bocalom, R$ 298.200 foram repassados pela direção nacional do PSDB.

 

A campanha também registrou duas doações de R$ 2 mil cada, feitas por Felipe Moura Sales e Paulo Justino Pereira.

 

Até a atualização consultada, não havia despesas de campanha declaradas.

 

Thor recebeu R$ 221 mil de Jorge Viana

 

A prestação de contas de Thor Dantas ganhou uma nova movimentação com a entrada de R$ 221.720 doados pelo ex-senador Jorge Viana (PT), que também é candidato ao Senado.

 

Além desse valor, Thor declarou R$ 3.300 recebidos de José Cleber da Silva Fontineles e R$ 1.200 em recursos próprios.

 

A campanha também já registra R$ 3.300 em despesas.

 

Eudo tem financiamento coletivo entre as receitas

 

A campanha de Eudo Raffael declarou R$ 9.220 em receitas. Desse total, R$ 5 mil foram recursos próprios e R$ 4.220 vieram de financiamento coletivo.

 

Entre os registros de doadores do financiamento coletivo estão Bruno Campos de Castro, Raffaelle Lima da Silva, Moises Silveira Lobao e Thiago Vinicius Gwozdz Poersch.

 

Eudo já declarou R$ 6.651,95 em despesas.

 

Dr. Luisinho ainda não tem receita registrada

 

Dr. Luisinho é o único dos seis candidatos ao governo que não apresenta receita declarada na atualização consultada.

 

A ausência de movimentação registrada até agora não significa que a candidatura não possa receber recursos posteriormente. As prestações de contas são parciais e podem ser atualizadas durante a campanha.

 

Recursos partidários dominam as maiores campanhas

 

Os dados mostram que o dinheiro das maiores campanhas vem principalmente dos próprios partidos.

 

Mailza recebeu todo o valor declarado do Progressistas, Alan Rick tem 97% da receita proveniente do Fundo Eleitoral e Bocalom recebeu quase a totalidade dos recursos do PSDB.

 

Nas campanhas menores, a composição é diferente. Thor recebeu uma doação expressiva de pessoa física, além de recursos próprios, enquanto Eudo reúne dinheiro próprio e financiamento coletivo.

 

Os valores ainda podem mudar até o fim da campanha, já que candidatos e partidos continuam podendo registrar novas receitas e despesas no sistema da Justiça Eleitoral.

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