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UE fecha acordo comercial provisório com EUA sob pressão de Trump

Foto: Andrew Harnik/Getty Images

Representantes do Parlamento Europeu e dos 27 Estados-membros fecharam, após uma noite de negociações em Estrasburgo, um “acordo provisório” para implementar o pacto comercial com os Estados Unidos, anunciado nesta quarta-feira (20/5) pela presidência cipriota da União Europeia.

 

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saudou o compromisso e disse esperar que ele permita encerrar rapidamente um período turbulento das relações transatlânticas.

 

“Isso significa que em breve cumpriremos nossa parte do compromisso assumido” com os Estados Unidos, escreveu ela na rede X, pedindo que o processo seja “finalizado” o mais rápido possível. “Juntos, podemos garantir um comércio transatlântico estável, previsível, equilibrado e mutuamente benéfico”, acrescentou.

 

O chanceler alemão, Friedrich Merz, também reagiu positivamente ao compromisso alcançado no âmbito da UE para implementar o acordo comercial firmado no ano passado com os Estados Unidos.

 

“Conseguimos chegar a um acordo sobre a implementação do acordo tarifário UE‑Estados Unidos. A Europa cumpre seus compromissos”, escreveu Merz na rede X.

 

Pressão dos EUA para ratificar o acordo

 

O presidente americano, Donald Trump, havia dado aos europeus até 4 de julho para ratificar o acordo negociado no verão de 2025 em Turnberry, na Escócia.

 

Ao afirmar que os compromissos americanos foram rapidamente colocados em prática, ele ameaçou elevar de 15% para 25% as tarifas sobre carros e caminhões europeus caso a UE não cumprisse sua parte do acordo.

 

No pacto com Washington, a União Europeia se comprometeu a eliminar as tarifas aplicadas à maioria das importações provenientes dos Estados Unidos, em troca de um teto de 15% para as tarifas impostas por Trump sobre produtos europeus.

 

No entanto, o Parlamento Europeu havia exigido no mês passado uma série de salvaguardas consideradas difíceis de serem aceitas pelos Estados-membros, preocupados em evitar uma nova reação negativa da Casa Branca.

 

Vários economistas já consideraram o acordo negociado por Bruxelas e Washington uma “capitulação” dos europeus às exigências do governo americano.

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