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Tecnologia supera influenciadores como fonte de confiança para finanças

A busca por estabilidade em um cenário de incerteza econômica tem levado o brasileiro a confiar mais em ferramentas tecnológicas do que em figuras públicas ou influenciadores digitais.

 

Segundo o estudo Acrobacia Financeira, realizado pela Consumoteca a pedido do Inter, e publicado em dezembro de 2025, existe uma alta propensão ao uso de aplicativos bancários e inteligência artificial (IA) como instrumentos fundamentais para a gestão do orçamento doméstico.

 

O estudo utiliza a metáfora da “corda bamba” para descrever a realidade financeira no Brasil, com estresse sendo um estado permanente causado pelo desequilíbrio entre renda e despesas essenciais.

 

Nesse contexto, a tecnologia é percebida como uma oportunidade de traduzir os improvisos e estratégias informais de sobrevivência em ferramentas digitais estruturadas e intuitivas.

 

A falha no modelo tradicional de educação financeira

 

Embora 91% dos entrevistados reconheçam a necessidade de educação financeira, o relatório identifica um abismo entre o que é ensinado e o que é vivido. Os modelos atuais são criticados por focarem excessivamente em investimentos de longo prazo, ignorando a urgência de quem precisa gerenciar dívidas e garantir a subsistência imediata.

 

Apenas 30% dos brasileiros dizem que sua vida financeira está em ordem, enquanto somente 23% consegue guardar dinheiro regularmente. Assim, os que vivem na “corda bamba” tendem a ser maioria e, para esses, o crédito é visto de forma paradoxal: ao mesmo tempo é o suporte que evita a queda e a principal fonte de ansiedade e armadilhas de endividamento.

 

A pesquisa indica que a educação financeira tradicional é um “manual nunca lido”, uma vez que não dialoga com a realidade de quem utiliza o rotativo do cartão ou o Pix para flutuar pagamentos.

 

O papel da tecnologia como suporte prático

 

A confiança depositada em apps e na IA reside na capacidade dessas ferramentas de oferecerem soluções em tempo real.

 

Em vez de conselhos genéricos de influenciadores, o público busca tecnologias que automatizem o que o relatório chama de “hacks” — as manobras financeiras informais já praticadas pela população.

 

A análise segmentada por classes sociais revela que, enquanto as classes mais altas utilizam o crédito como ferramenta de autonomia, as classes populares dependem dele para itens básicos.

 

Para ambos os grupos, a tecnologia bancária surge como o mediador que organiza esse fluxo, sendo considerada mais segura e imparcial para o controle de gastos do que as recomendações de terceiros em redes sociais.

 

Por que a tecnologia supera os influenciadores

 

Segundo o relatório, os influenciadores não ajudam e são pouco usados porque não vivem na corda bamba das pessoas; ou seja, consideram situações que estão distantes da realidade da maioria.

 

Em contrapartida, as ferramentas digitais e IA oferecem suporte prático e imediato para a gestão de dívidas, tornando-se um recurso mais adequado.

 

Metodologia da pesquisa

 

Os dados apresentados no relatório Acrobacia Financeira são resultado de uma abordagem mista realizada ao longo de 2025. A etapa qualitativa contou com missões e entrevistas em profundidade, enquanto a etapa quantitativa ouviu 1.540 pessoas de diversas demografias para mapear o comportamento e as tensões financeiras do país.

 

FAQ – Perguntas frequentes

 

O que é o relatório Acrobacia Financeira?

 

É um estudo sobre o comportamento financeiro do brasileiro, focado na instabilidade e no uso de ferramentas para sobrevivência econômica.

 

Qual a principal crítica à educação financeira atual?

 

O foco em metas de longo prazo, que não atende à necessidade urgente de 91% da população que busca aprender a equilibrar contas básicas.

 

Qual o papel da Inteligência Artificial nesse cenário?

 

A IA é vista como uma oportunidade para as instituições financeiras traduzirem a complexidade bancária em soluções simples e personalizadas para o usuário.

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