Os Correios começaram, nos últimos dias, reuniões com bancos públicos e privados atrás de um novo empréstimo na casa dos R$ 7 bilhões. A informação foi confirmada à CNN Brasil por fontes da instituição.
O montante adicional já era previsto e a necessidade do empréstimo faz parte do plano de reestruturação financeira da estatal. Em fevereiro, o CMN (Conselho Monetário Nacional) autorizou a empresa a contratar um novo financiamento de até R$ 8 bilhões, com garantia do Tesouro Nacional.
A previsão de que o valor autorizado será R$ 1 bilhão menor animou o Ministério da Fazenda e o comando dos Correios. O entendimento, segundo interlocutores, é que, apesar das dificuldades financeiras, o plano da estatal de recuperação está saindo como o esperado.
No mês passado, o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, já havia dito que as medidas de recomposição financeira implementadas “proporcionaram um fôlego de liquidez da empresa”.
Como a CNN Brasil mostrou, a estatal espera ainda um aumento na economia com o programa de demissão voluntária e mais de R$ 100 milhões com corte de mão de obra e hora extra.
Empréstimo
O novo empréstimo deverá seguir os mesmos moldes daquele adquirido pelos Correios no ano passado. Com isso, a expectativa é que a estatal tenha carência de no mínimo três anos antes de começar a pagar as parcelas e até 15 anos para quitar a dívida.
Diversas instituições financeiras já foram procuradas e um pool de bancos deve disponibilizar o montante. Em 2004, os Correios adquiriram um empréstimo de R$ 12 bilhões, uma espécie de primeira parcela do plano de reestruturação.
Em 2025, a empresa registrou um prejuízo de R$ 8,5 bilhões, esse foi o quarto resultado negativo seguido desde 2021 – quando a estatal registrou lucro recorde de R$ 3,7 bilhões.
















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