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Análise: Retaliar ou negociar definirá nível do tarifaço contra o Brasil

Setor sucroenergético tem mais oportunidades para fusões e aquisições • Foto: Imagem gerada por IA

A possível aplicação da Lei da Reciprocidade pelo Brasil em resposta ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos exige cautela e estratégia.

 

Para a comentarista de Economia do CNN Money Rita Mundim, a decisão entre retaliar ou negociar será determinante para o nível das tarifas que o país enfrentará no futuro.

 

Em análise sobre o tema, Mundim destacou que o contexto eleitoral torna ainda mais difícil separar o viés político das decisões econômicas.

 

“A gente tem que tentar tirar o máximo desse viés político. O problema é que nesse ano eleitoral fica complicado”, afirmou.

 

Lei da Reciprocidade deve ser usada com precisão

 

Para Rita Mundim, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), demonstrou bom senso ao tratar do tema.

 

Ela aponta que a tarifa de reciprocidade, se utilizada de forma cirúrgica, pode abrir espaço para o início de uma negociação.

 

“Ela tem que ser usada com muito bom senso, tirando a política e entrando na pauta daquilo que é mais caro para os Estados Unidos, para as indústrias americanas”, disse.

 

Rita Mundim também ressaltou que o Brasil ocupa posição estratégica como fornecedor de bens intermediários para a indústria norte-americana, sendo os Estados Unidos o maior destino dos produtos industriais exportados pelo país.

 

“Nós não podemos perder mercado no maior mercado do planeta”, alertou.

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