A proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master voltou a ganhar força nas redes sociais nos últimos dias, impulsionada por publicações de parlamentares da oposição e pela repercussão de denúncias envolvendo a instituição financeira.
Apesar da pressão virtual, líderes partidários e integrantes da cúpula do Congresso avaliam que a instalação da comissão tem chances remotas de avançar no curto prazo.
O pedido de CPI foi apresentado na Câmara dos Deputados sob o argumento de apurar possíveis irregularidades na atuação do banco e sua relação com agentes públicos e operações financeiras.
O tema voltou ao centro do debate após nova operação da Polícia Federal (PF) envolvendo o senador Ciro Nogueira (PP-PI), acusado de receber dinheiro de Daniel Vorcaro, fundador do Master, e discussões sobre propostas ligadas ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Nas redes sociais, parlamentares da oposição passaram a defender a abertura da investigação, associando o caso à necessidade de maior fiscalização sobre o sistema financeiro.
Nos bastidores, no entanto, congressistas apontam resistência dos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ambos próximos de lideranças do Centrão citadas nas articulações em torno do caso, entre elas o próprio Ciro Nogueira.
Pressão para abertura de CPI do Master voltou à tona
- CPI do Banco Master voltou a ganhar força nas redes após operação da PF e pressão de parlamentares da oposição;
- Congressistas apontam resistência de Hugo Motta e Davi Alcolumbre para avançar com a comissão no Congresso;
- Flávio Bolsonaro e Paulo Pimenta defenderam publicamente a abertura da CPI após nova fase da Operação Compliance Zero;
- Apesar da repercussão digital, líderes avaliam que faltam apoio político e acordo para instalar o colegiado.
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou um vídeo no Instagram, na última quinta-feira (7/5), pressionando pela abertura do colegiado.
“Agora, o que o Brasil espera é que tudo seja apurado até o fim, sem blindagem, sem acordão e sem proteção política. E o Congresso Nacional tem obrigação de fazer a sua parte. É por isso que a CPI do Banco Master precisa sair do papel”, declarou Flávio.
No vídeo, ele não cita o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, seu aliado político. O senador foi ministro da Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro (PL) e segue como um dos principais articuladores da direita no país.















You must be logged in to post a comment Login