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Brasil rebate acusações dos EUA contra Pix e defende atuação do STF

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou ao Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) um documento em que rebate as acusações sobre o Pix e defende a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). O posicionamento antecipa a audiência que discute as tarifas sugeridas contra o Brasil.

 

A carta pode ser entendida como um posicionamento oficial do governo brasileiro enviado ao USTR, que se reúne na próxima segunda-feira (6/7) para uma audiência que discute a conclusão das investigações que sugerem 25% de taxas a importações brasileiras. As investigações, acusam o Brasil de práticas desleais de comércio e cita o Pix, desmatamento ilegal e até mesmo decisões do STF.

 

“O USTR identifica áreas de divergência política ou, em alguns casos, desafios internos contínuos no Brasil. O USTR, no entanto, não estabelece o nexo legal necessário entre um ato, política ou prática brasileira concreta e um ônus ou restrição identificável ao comércio dos EUA”, diz trecho do documento brasileiro.

 

No documento, o governo brasileiro afirma que o USTR mistura discordâncias políticas com “temas internos e domésticos do Brasil” e os usa como justificativas para apontar que “comércio dos EUA é prejudicado ou restringido”. “Isso é insuficiente para justificar uma ação sob a Seção 301”, avalia o Brasil.

 

O USTR abriu uma investigação comercial contra o Brasil baseada na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana. As investigações foram concluídas no dia 2 de junho e acusam o governo brasileiro de práticas desleais de comércio. A gestão Lula rebate as acusações e, embora tente negociar de forma diplomática a medida, vê motivações políticas na decisão.

 

O governo brasileiro acusa a família Bolsonaro, sobretudo na figura dos irmãos Flávio e Eduardo, de costurarem as alíquotas como uma forma de pressionar Lula politicamente. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) vive nos Estados Unidos e tem uma relação de proximidade com a Casa Branca, especialmente com membros do Departamento de Estado, que conduz a política externa dos EUA.

 

Reportagem em atualização.

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