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Renan Santos rejeita Fundo Eleitoral e quer bancar campanha com vaquinha

Renan Santos, pré-candidato à Presidência da República, em entrevista à CNN • Foto: CNN Brasil

A coordenação da campanha de Renan Santos (Missão) à Presidência da República optou por não utilizar o valor do Fundo Eleitoral destinado ao partido, baseando-se apenas em valores de doadores e nas chamadas “vaquinhas” on-line.

 

À CNN, Amanda Vettorazzo – vereadora de São Paulo e coordenadora da campanha – afirmou que os R$ 3 milhões distribuídos por ordem do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) serão utilizados pelas demais candidaturas do Missão pelo Brasil, com o objetivo de eleger o mínimo de deputados federais para superar a cláusula de barreira e posicionar o partido com mais relevância em cenário nacional.

 

Diferentemente do Fundo Partidário, destinado às siglas para custear despesas operacionais, o Fundo Eleitoral – que em 2026 se aproximou de R$ 5 bilhões – serve para bancar as campanhas dos candidatos da maneira que a direção partidária definir.

 

“Não vamos utilizar o fundo de R$ 3 milhões, que vai para outras candidaturas. Vamos usar basicamente o dinheiro de doações e vaquinhas, que hoje giram em torno de R$ 1 milhão, o que é definitivamente inferior ao de outros candidatos”, disse Amanda.

 

A distribuição divulgada pelo TSE considera o número de deputados e senadores eleitos por cada partido nas eleições de 2022.

 

Com a maior bancada da Câmara eleita no último pleito, o PL (Partido Liberal) – partido de Flávio Bolsonaro – receberá R$ 881,7 milhões. O segundo maior montante, de R$ 615,4 milhões, será direcionado ao PT (Partido dos Trabalhadores) – legenda do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

O partido Missão, por ter sido homologado pelo tribunal apenas no final de 2025, receberá o valor mínimo de R$ 3.307.679,85.

 

Questionada se haveria possibilidade de o partido se associar a outras legendas para adquirir maior tempo de TV durante a campanha e uma fatia maior do Fundo Eleitoral, Amanda afirmou que “deve ser muito difícil”.

 

“Com certeza teremos candidatos em todos os estados. Acho uma coligação muito difícil. Queremos alguém que se comprometa com nossos ideais, com as virtudes do Livro Amarelo. Não queremos nos submeter a alguém com outro projeto”, completou a vereadora.

 

Em relação ao cronograma de viagens de Renan Santos, ela garantiu que o presidenciável visitará todas as regiões brasileiras até o final de julho, poucos dias antes de a campanha oficial iniciar: “Campanha de verdade é assim, indo até os lugares mais distantes e mostrando propostas. É fácil falar dentro de um quarto com ar-condicionado”.

 

Caso Master

 

Sobre os desdobramentos da investigação das fraudes envolvendo o Banco Master, a campanha de Renan diz que a pauta não é vista com “maus olhos”, vide o desgaste que novas revelações têm causado às campanhas de Lula e Flávio.

 

O capítulo mais recente diz respeito à saída do senador Jaques Wagner (PT-BA) – companheiro político de longa data de Lula – do cargo de líder do governo no Senado, após uma operação da PF (Polícia Federal) se debruçar sobre conexões do senador com Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro.

 

O impacto da investigação sobre um expoente do lulismo na Bahia ainda será mensurado por pesquisas, mas, para a campanha do partido Missão, é mais um capítulo que “valida a verdade sobre a integridade dos candidatos”.

 

“Essas notícias só provam que estivemos certos. O MBL, junto com o Renan, mobilizou a primeira manifestação em SP contra ministros do Supremo e sobre o caso Banco Master, quando ninguém falava nisso. Essas histórias mostram que tanto a esquerda de Lula quanto a falsa direita do Flávio estão envolvidas em coisas que consideramos erradas”, disse Amanda Vettorazzo.

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