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Às vésperas da COP30, Acre institui política estadual de agricultura de baixo carbono

Foto: Arquivo/Secom

O governo do Acre instituiu o Plano de Ação Estadual para Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária (Plano ABC+/AC), que estabelece metas para tornar a produção rural acreana mais sustentável até 2030. O decreto foi publicado na edição desta quarta-feira (1) do Diário Oficial do Estado.

 

Na prática, o plano define ações para ampliar a adoção de tecnologias sustentáveis no campo, recuperar áreas degradadas e reduzir as emissões de gases de efeito estufa sem a necessidade de abertura de novas áreas para produção.

 

A principal meta é mitigar aproximadamente 7,9 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e) até 2030. Para isso, o governo pretende recuperar 14.040 hectares de pastagens degradadas, implantar 12.840 hectares de plantio direto de grãos, ampliar sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta, incentivar sistemas agroflorestais, expandir o uso de bioinsumos e fortalecer o manejo sustentável da produção animal.

 

O decreto também prevê o fortalecimento da assistência técnica rural, o incentivo à pesquisa e à inovação, a criação de mecanismos de financiamento para produtores que adotarem práticas sustentáveis e a ampliação da rastreabilidade e certificação da produção agropecuária.

 

A execução do plano ficará sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), por meio do Grupo Gestor Estadual do Plano ABC+, formado por 25 instituições públicas e privadas.

 

A publicação do decreto ocorre em um momento em que os estados da Amazônia ganham maior visibilidade nas discussões sobre mudanças climáticas, impulsionadas pela realização da COP30, em Belém. Nesse contexto, a agricultura de baixa emissão de carbono se torna um dos principais eixos defendidos pelo governo federal para conciliar o aumento da produção agropecuária com os compromissos de redução das emissões de gases de efeito estufa.

 

Segundo o governo, o plano busca conciliar o crescimento da agropecuária com a preservação ambiental, priorizando o aumento da produtividade em áreas já abertas e a recuperação de áreas degradadas. O documento afirma que o Acre mantém cerca de 85% de sua cobertura florestal preservada e aposta na agricultura de baixa emissão de carbono como estratégia para ampliar a produção sem avançar sobre novas áreas de floresta e e a expectativa é que o plano também amplie o acesso dos produtores a linhas de crédito específicas, programas de incentivo e mercados que exigem certificação ambiental e rastreabilidade da produção, critérios cada vez mais valorizados no comércio nacional e internacional.

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