O ex-governador Gladson Cameli, candidato ao Senado pelo Progressistas, rompeu o silêncio sobre a operação da Polícia Federal que teve sua residência como um dos alvos na terça-feira (22), em Rio Branco.
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Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta (23), Gladson questionou a realização da operação a 13 dias do primeiro turno e levantou suspeitas sobre um possível vazamento de informações.
Segundo ele, jornalistas e blogueiros ligados a um grupo adversário já estavam em frente à sua casa antes mesmo da chegada dos policiais.
“Quem vazou essa informação? Quem colocou essas pessoas lá? Quem se beneficia com essa perseguição contra mim?”, questionou.
Gladson também citou a ADPF 1017, do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelece restrições à adoção de determinadas medidas cautelares contra candidatos a cargos majoritários no período que antecede as eleições.
“Por que só contra mim isso não foi respeitado?”, indagou.
O candidato ainda relacionou a operação à disputa pelo Senado e disse acreditar que a medida tem motivação política.
“A verdade é que essa perseguição tem um motivo. Eu estou liderando as pesquisas para o Senado”, declarou.
O candidato asseverou que não pretende interromper a campanha e disse que a escolha dos representantes deve ocorrer pelo voto.
“Uma eleição se perde e se ganha no voto. E eu não vou baixar a cabeça, nem aceitar esse tipo de perseguição. Vou continuar nas ruas, conversando com as pessoas e olhando olho no olho de cada um”, afirmou.
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Operação
A Polícia Federal deflagrou, na terça-feira (22), as operações Ptolomeu IV e Umbra, com 28 mandados de busca e apreensão em Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no Acre, além de Maringá (PR) e Navegantes (SC).
A residência de Gladson, no condomínio Recanto Verde, foi um dos endereços alvo. Durante a ação, os policiais apreenderam o celular do candidato e três veículos.
A PF informou que as operações investigam possíveis irregularidades em contratos públicos e uma suposta estrutura criada para obter informações sobre ações policiais.
Cerca de R$ 1 milhão em espécie foi apreendido e três pessoas foram presas em flagrante por posse ilegal de armas.
Até o momento, a Polícia Federal não detalhou publicamente qual é a relação específica de Gladson com os fatos investigados.
















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