Não se passou nem um ano das últimas eleições, que ocorreram em outubro de 2022, e só se fala na que está por vir: as eleições municipais de 2024. Inúmeros novos nomes já apareceram no cenário local e outros tantos, que participaram das eleições passadas, também são cogitados para a próxima disputa.
Mesmo saindo derrotado do pleito passado, alguns candidatos “perderam ganhando”, como é o caso do médico e ex-deputado estadual Jenilson Leite (PSB). O socialista disputou uma vaga no Senado e ficou em terceiro lugar. No entanto, se levarmos em conta a conjuntura com que Jenilson disputou a vaga, os 65 mil votos que recebeu e o colocaram na terceira posição foi um resultado espetacular. Jenilson entrou na disputa sozinho, sem apoio, sem dobradinha, sem recursos voluptuosos, e mesmo assim teve uma expressiva votação.
Com 35 mil votos só em Rio Branco, o médico se gabaritou automaticamente para a disputa da Prefeitura da capital no ano que vem. Pelo menos até Marcus Alexandre (sem partido) entrar de cabeça na disputa, o que minou as pretensões de Jenilson, já que o ex-prefeito se posiciona no espectro ideológico de centro-esquerda, assim como Jenilson, o que na teoria dividiria votos. Atualmente Jenilson tem se dedicado ao exercício da medicina, onde faz procedimentos estéticos em sua clínica particular, mas não se distanciou da política. Está sempre acompanhado de colegas de partido em reuniões e continua se articulando para as próximas eleições. Vale lembrar que Leite é filho de Tarauacá, e caso não consiga viabilizar sua candidatura em Rio Branco, disputar a Prefeitura do interior seria uma opção.
Marcus Alexandre, que colocou água no chopp de Jenilson, é outro que saiu derrotado em 2022. Ele foi candidato a vice-governador na chapa de Jorge Viana (PT). Antes de topar ir para a disputa majoritária, Marcus era pré-candidato a uma vaga na Assembleia Legislativa pelo PT. Era tido como um dos favoritos se disputasse uma vaga no legislativo. Agora, tenta viabilizar sua candidatura a prefeito de Rio Branco, cargo que ocupou entre 2013 e 2018 e é cobiçado pelo PSD, MDB e o próprio PT. Já o ex-senador Jorge Viana, que encabeçou a chapa petista, virou presidente da Apex-Brasil e se afastou da política local.
O ex-deputado estadual e ex-petista Ney Amorim (Podemos) é outro que saiu derrotado no pleito passado, mas que, devido a conjuntura, saiu por cima. Ney foi escolhido pelo governador Gladson Cameli (PP) aos 45 minutos do segundo tempo para ser o candidato ao Senado na sua chapa. Ney vinha se preparando para disputar uma vaga na Câmara Federal. Com pouco tempo de campanha, Amorim ainda conseguiu abocanhar o segundo lugar, apenas atrás do senador Alan Rick (União Brasil), que se elegeu naquela ocasião. Publicamente, Ney não dá muitas pistas do que pretende para 2024, mas como presidente estadual e como bom articulista político que é, deve estar em busca de alianças que fortaleçam sua sigla.
Fechando as principais candidaturas derrotadas ao Senado temos Marcia Bittar, ex-esposa do senador Marcio Bittar (União Brasil), que disputou a vaga pelo PL, e a ex-vice-governadora Nazareth Araújo (PT) e a ex-deputada federal Vanda Milani (Pros) . Elas ficaram em 4°, 5° e 6° lugares respectivamente. Depois de um tempo “sumida”, Marcia reapareceu depois que seu ex-esposo se aproximou politicamente do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PP). Ventila-se inclusive a possibilidade de Marcia ser vice de Bocalom em 2024. Já Nazareth, que é procuradora aposentada, segue como militante do Partido dos Trabalhadores, mas ainda não deu sinais de que vai disputar alguma coisa em 2024. Pouco ativa nas redes sociais, Vanda Milani dá a entender que tem se dedicado a cuidar apenas da família e dos negócios.
Dos derrotados para o Governo, os senadores Sérgio Petecão (PSD) e Márcio Bittar, que tiveram votações inexpressivas, estavam em meio de mandato na época da disputa e por isso continuam representando o Acre na Casa Alta do Congresso Nacional. Mara Rocha, que disputou o Governo pelo MDB, e ficou em 3° lugar, segue fazendo política. Nas redes sociais, faz oposição ao governo Lula (PT) e divulga encontros políticos e ações e obras resultantes da época do seu mandato na Câmara Federal. Vem manutenciando seu espaço no campo da extrema-direita, muito forte ainda dentro do eleitorado acreano. Pode aparecer bem em 2024.
Jorge Viana, segundo colocado na disputa, está presidindo a Apex-Brasil. Já o professor de filosofia, David Hall, que disputou o Governo pelo Agir e o professor Nilson Euclides (Psol), continuam lecionando, mas sem se distanciar da política. Euclides tem um podcast onde fala de política e continua, assim, aparecendo para os seus eleitores.















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