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Jorge Viana não apoia Mailza ou Alan e afirma que crise do Acre pode se agravar: “Futuro adiado”

Foto: Reprodução

O ex-governador Jorge Viana (PT) afirmou, na manhã desta quarta-feira (7), que não pretende declarar apoio a nenhuma das duas candidaturas que disputam o segundo turno do Governo do Acre. Em coletiva de imprensa, ele disse que ainda vai decidir, como cidadão, o que fará no momento de votar.

 

“Eu não vou. Meu voto será no presidente Lula”, afirmou, ao falar sobre a eleição presidencial. Sobre o governo estadual, Jorge evitou antecipar sua escolha. “Eu vou ver, como cidadão, na hora, como é que eu faço”, disse.

 

Questionado se poderia votar nulo, Jorge respondeu que essa é uma decisão pessoal e pediu calma neste momento após o primeiro turno.

 

“Não, essa é uma questão muito, muito pessoal. Eu sei que um posicionamento meu sobre uma coisa ou outra nessa hora… Então tem que ter calma”, afirmou.

 

Jorge disse que o momento é de celebração para quem venceu a eleição e de serenidade para quem não conseguiu avançar. Ele lembrou que seu grupo apresentou Thor Dantas (PSB) como candidato ao Governo, mas os eleitores escolheram Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos) para a disputa do segundo turno.

 

“Agora, isso para mim é um fato que se impõe. Não é que eu não vou ficar aqui anunciando voto. Eu acho que essa eleição não é mais a nossa”, afirmou.

 

Na avaliação de Jorge, o resultado representa um cenário difícil para o Estado. Ele afirmou que o Acre vive uma “crise profunda” e disse acreditar que os problemas poderão se agravar nos próximos anos.

 

“O que eu penso é que, muito provavelmente, do ponto de vista do Estado, a crise, essa tragédia que nós estamos vivendo, a ponto de pessoas irem embora, vai se agravar nos próximos anos”, declarou.

 

Jorge também criticou a ligação das duas candidaturas com o grupo político que comandou o Estado nos últimos oito anos. Mailza foi vice-governadora de Gladson Cameli e Alan Rick também integrou a base de apoio ao governo.

 

“Os que estão aí se oferecendo para governar, eles são do mesmo grupo que governa os últimos oito anos”, disse.

 

Ao falar sobre o próprio futuro político, Jorge afirmou que pretende continuar morando no Acre e destacou a ligação com o Estado e com a família.

 

“Eu vou seguir morando aqui. Aqui moram minhas filhas, tenho meus netos, vou ganhar mais um netinho agora no começo do ano. Aqui eu tenho minhas coisas, é a minha terra”, afirmou.

 

O ex-governador também disse acreditar que o Estado ainda poderá passar por mudanças, mas avaliou que esse processo pode levar mais tempo.

 

“Eu acredito num futuro, mas acho que esse futuro do Acre vai ser adiado um pouco”, afirmou.

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