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Zuckerberg se defende sobre produto da Meta ser ‘óculos de tarado’

Óculos inteligentes agora é um dos focos da Meta ao lado de IA. Foto: David Paul Morris/Bloomberg/Getty Images

O CEO e cofundador da Meta, Mark Zuckerberg, defendeu em entrevista os novos lançamentos da companhia no setor de óculos inteligentes. A conversa foi com a jornalista Joanna Stern, hoje gerente de análise tecnológica na NBC, e está disponível no YouTube.

 

Além de temas como inteligência artificial (IA), o executivo falou a respeito das preocupações de usuários sobre o fato de óculos inteligentes serem cada vez mais conhecidos como aparelhos para gravações sem consentimento e até assédio.

 

A jornalista questionou Zuckerberg se o Ray-Ban Audio, óculos sem câmera da companhia, seria uma “resposta” às pessoas que estão desconfortáveis com o uso desses modelos por outros, a ponto de chamarem os aparelhos da companhia de “óculos de tarado” — pervert glasses, no original em inglês.

 

Zuckerberg disse que o planejamento começou há bastante tempo e os óculos foram aprovados e projetados há pelo menos dois anos, sem relação com essa demanda.

 

Logo em seguida, Stern também notou que os óculos não possuem qualquer luz indicadora de quem uma gravação está em andamento, por mais que eles sejam capazes de gravar áudio. Esse recurso, que até tem sido modificado ou tampado por usuários, é o único mecanismo que avisa quem está ao redor sobre uma captura de conteúdo.

 

Após essa observação, porém, o executivo se limitou a dizer que o indicador em LED é só para câmeras, mudou de assunto e voltou a falar apenas dos óculos convencionais.

 

“Privacidade desde o dia um”

 

O executivo também falou sobre como a Meta acabou sendo relacionada por muitas publicações em redes sociais de uma empresa que vende produtos potencialmente invasores de privacidade.

 

O CEO diz que tem refletido sobre isso e que, desde o início do projeto, a empresa construiu “uma série de recursos que nenhum telefone ou qualquer outra coisa que pode tirar fotos teve antes” no sentido de avisar sobre uma gravação em andamento.

 

“Essa é uma coisa em que queremos ser referência, sabemos que as pessoas terão perguntas sobre isso e queremos garantir que vamos levar isso de forma responsável desde o início”, explica.

 

Além disso, ele reduziu a preocupação sobre um eventual uso criminoso massivo dos modelos.

 

Zuckerberg ainda reforçou que a Meta adicionou novas proteções aos óculos inteligentes com o tempo, que ela fez “um trabalho muito bom em conseguir bloquear essa funcionalidade para as pessoas que tentam fazer isso” e que a quantidade de usuários mal intencionados na verdade é pequena.

 

“O que vimos é menos de 0,1% das pessoas que têm os óculos. É uma fração muito pequena. (…) Nunca foi algo simples [fazer as modificações] e acho que, quando você está construindo essas plataformas, existem certas adversidades onde pessoas tentam fazer coisas ruins e nós estaremos sempre nos defendendo contra isso”, comenta.

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