Ex-candidato à Presidência da Venezuela, o opositor Edmundo González Urrutia, de 76 anos, afirmou neste sábado (30/5) que apoia a realização de novas eleições para alcançar uma “democracia real” no país. Nas eleições de 2024, ele se declarou presidente do país, porém, Nicolás Maduro foi anunciado vencedor do pleito.
Exilado na Espanha, o ex-diplomata expressou apoio à líder opositora e vencedora do Prêmio Nobel da Paz María Corina Machado, que reivindica uma nova votação após a captura de Maduro durante uma operação militar americana em janeiro deste ano.
“Há poucos dias, no Panamá, María Corina Machado e as forças democráticas da Venezuela se reuniram com um único propósito: a liberdade da Venezuela. Estamos juntos, unidos no mesmo roteiro em direção ao mesmo destino”, disse González em um vídeo divulgado nas redes sociais.
Na quinta-feira (28/5), María Corina manifestou sua “determinação” em negociar uma transição democrática com a administração interina encarregada da Venezuela pós-Maduro para alcançar “uma eleição presidencial livre, transparente e soberana”, segundo uma carta assinada por ela ao término de um encontro com dirigentes opositores no Panamá.
Oposição denuncia fraude
Em 2024, González foi candidato no lugar de María Corina nas eleições, das quais a líder opositora não pôde participar por ter sido legalmente inabilitada.
Contudo, a oposição denuncia fraude nas eleições que deram a vitória a Maduro para um terceiro mandato e reivindica a vitória de González, que se exilou na Espanha em setembro de 2024 após a emissão de uma ordem de prisão contra ele.
“O mandato de 28 de julho é da Venezuela. Eu sou seu guardião, não seu dono, e, como guardião, meu compromisso é fazer tudo o que estiver ao meu alcance para que esse mandato se transforme em liberdade real, em democracia real”, afirmou o opositor.
Maduro foi declarado vencedor do pleito sem que o órgão eleitoral publicasse em seu site oficial as atas com a apuração detalhada dos votos, como determina a lei, sob a afirmação de que seus sistemas haviam sido alvo de um ataque hacker.
A oposição assegura que venceu as eleições presidenciais e, como prova, divulgou cópias de mais de 80% das atas das máquinas de votação, documentos que o chavismo desconsidera. “Reconhecer a necessidade de um processo eleitoral presidencial, para mim, é honrar a vontade de todo um povo que quer liberdade”, declarou González.
















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