As forças armadas dos Estados Unidos realizaram novos bombardeios no sul do Irã na quarta-feira (27/5). Teerã também anunciou, nesta quinta-feira (28/5), que havia atacado uma base americana.
Esses confrontos são os mais graves desde o início do cessar-fogo entre os dois países. Enquanto isso, o presidente norte-americano, Donald Trump, negou informações da mídia iraniana sobre um suposto projeto de acordo que daria a Teerã o controle do Estreito de Ormuz.
Um oficial americano disse à agência de notícias Reuters que os militares abateram, durante a noite, quatro drones de ataque iranianos e atingiram uma estação de controle no porto de Bandar Abbas, de onde um quinto drone estava prestes a ser lançado.
“Essas ações foram calculadas, puramente defensivas e visavam manter o cessar-fogo”, afirmou. A trégua entre os dois países entrou em vigor em 7 de abril.
A agência de notícias iraniana Tasnim citou uma fonte militar segundo a qual a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica disparou contra um petroleiro americano que tentava atravessar o Estreito de Ormuz, forçando-o a recuar. Em seguida, os militares americanos realizaram um ataque em uma área desabitada perto de Bandar Abbas, disse a fonte, acrescentando que não houve relatos de vítimas ou danos.
Em retaliação, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou ter atacado uma base americana, sem especificar qual, mas o Exército do Kuwait informou, nesta quinta-feira, que estava sob “ataques por mísseis e drones”.
Ormuz
Mais cedo, a televisão estatal iraniana informou ter obtido uma cópia de um memorando de entendimento preliminar que estipularia que Teerã reabriria o tráfego comercial no Estreito de Ormuz dentro de um mês. A via navegável seria administrada pelo regime iraniano em cooperação com Omã, enquanto Washington suspenderia seu bloqueio naval e retiraria suas tropas das áreas fronteiriças com o Irã.
Trump, no entanto, negou a informação. “Ninguém controlará o estreito”, disse durante uma reunião de gabinete aberta a jornalistas. “Estas são águas internacionais, e Omã se comportará como todos os outros, ou seremos forçados a agir. Se eles entenderem isso, não têm nada a temer”, declarou, em tom de ameaça ao país com o qual os Estados Unidos mantêm relações militares e econômicas de longa data.
Ebrahim Azizi, presidente do Comitê de Segurança Nacional do Parlamento do Irã, afirmou que a retórica de Donald Trump não obrigaria Teerã a recuar de suas exigências.
“É evidente que Trump, buscando uma saída para esse impasse estratégico, alterna entre ameaças e apelos por um acordo”, escreveu Azizi na rede social X.
Essas posições demonstram que as divergências entre os dois países persistem, apesar das recentes declarações da Casa Branca sugerindo que um acordo poderia estar próximo.
















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