O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exaltou o povo norte-americano e declarou que a população “não quer comunista no país” durante discurso ao ar livre no National Mall, em Washington, na madrugada deste domingo (5/7). A fala foi dada no encerramento das comemorações do feriado de 4 de julho, que celebrou os 250 anos da Independência dos EUA.
“Os EUA nunca serão um país comunista. O comunismo é um perdedor e sempre será. Nossos guerreiros não o derrotaram diversas vezes em várias partes do mundo apenas para ele tentar colocar sua cabeça novamente por aqui. É como um câncer, você precisa o retirar rapidamente”, afirmou Trump.
O presidente dos Estados Unidos disse que o país é a “luz” e a “esperança” do mundo e que muitos tentam ser como os EUA, mas “ninguém consegue”.
“Durante 250 anos, os Estados Unidos da América têm sido a esperança, a promessa, a luz e a glória entre todas as nações do mundo. Todos no mundo tentam ser como nós, mas ninguém consegue e, com a ajuda de Deus, sempre seremos assim — ou até melhores”, argumentou.
As declarações ocorreram com cerca de uma hora de atraso após climas extremos interromperem a programação da celebração. O discurso estava previsto para 21h45 no horário local (22h45 no horário de Brasília), mas só começou às 23h15 do horário local (0h15 de domingo no horário de Brasília).
Trump elogiou as pessoas presentes no evento mesmo após os contratempos enfrentados ao longo do dia e afirmou que elas fizeram “a coisa certa”.
“Quero agradecer a todos, porque fizeram a coisa certa. Eles viram um raio, e eu disse… se tivermos que falar diante de uma única pessoa às 4 da manhã, eu estarei aqui. Não há como nos deterem”, destacou.
Clima interrompeu celebrações
A combinação de uma forte onda de calor e chuvas intensas colocou parte do país em estado de alerta. A principal atração do dia, o Great American State Fair, montada no National Mall, em Washington foi reorganizada. Os termômetros ultrapassaram a marca dos 39°C, a sensação térmica atingiu níveis perigosos, flutuando entre 43°C e 46°C.
Diante do risco de insolação e desidratação em massa de turistas e participantes, os organizadores tomaram a decisão drástica de cancelar o tradicional desfile de 4 de Julho na capital americana. Além disso, quem foi ao National Mall para ver a tradicional queima de fogos e o discurso do presidente dos EUA, Donald Trump, também precisou se abrigar em prédios públicos horas antes do evento.
Aniversário na era da polarização
O aniversário da independência dos EUA foi comemorado envolto na polarização política, inúmeras denúncias de uso da máquina pública e disputas sobre o significado da identidade norte-americana.
Originalmente planejada como uma celebração apartidária da história estadunidense, a programação do tradicional feriado tornou-se alvo de uma investigação conduzida por democratas no Congresso, que acusam Trump de transformar as comemorações em um instrumento de promoção política, arrecadação de recursos e fortalecimento de sua agenda ideológica.















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