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Economia brasileira cresce 1,1% no 1º trimestre de 2026, aponta IBGE

Área de porto em Santos • Santos Brasil

O PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil avançou 1,1% no primeiro trimestre deste ano. O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

O resultado pouco acima das expectativas do mercado, que tinha consenso justamente em crescimento de 1% no período, conforme divulgado pela Reuters.

 

Além disso, este é o resultado trimestral mais forte em um ano, diante do impulso da agropecuária e da indústria e com o consumo ganhando força em meio a um mercado de trabalho resiliente e medidas fiscais estimulativas.

 

Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o PIB apresentou crescimento de 1,8%, em linha com a expectativa nessa base de comparação.

 

A leitura abrangeu um mês da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que começou em 28 de fevereiro e já afetou a inflação brasileira devido ao aumento dos preços do petróleo com o fechamento do Estreito de Ormuz.

 

No entanto, analistas apontavam uma aceleração da economia no início do ano diante de ganhos na agropecuária e de um mercado de trabalho ainda resiliente.

 

Medidas que favorecem o consumo, como a ampliação da isenção do Imposto de Renda, também ajudam a sustentar a atividade, ainda que pese o elevado nível de endividamento das famílias, que levou o governo a lançar o Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas para famílias, micro e pequenas empresas e agricultores familiares.

 

Por sua vez, o Banco Central iniciou o afrouxamento da política monetária, já tendo reduzido a taxa básica de juros Selic duas vezes neste ano em 0,25 ponto percentual cada, a 14,50%.

 

Agro, indústria e consumo

 

Do lado da produção, a agropecuária registrou crescimento de 2,0% no primeiro trimestre sobre os três meses anteriores, depois de avançar apenas 0,1% no quarto trimestre de 2025.

 

A indústria teve alta de 1,0%, recuperando-se da queda de 0,7% no final de 2025 e registrando o melhor resultado desde o quarto trimestre de 2023.

 

Por outro lado, os serviços –setor que responde por cerca de 70% da economia do país –desaceleraram a expansão a 0,5% no primeiro trimestre, de 0,7% no período anterior.

 

Já do lado das despesas, o consumo das famílias cresceu 1,0% de janeiro a março, acelerando ante a taxa de 0,2% registrada no trimestre anterior.

 

O aumento do consumo do governo, por sua vez, foi de 0,4%, contra 0,9% no quarto trimestre de 2025. Enquanto isso, a Formação Bruta de Capital Fixo, uma medida de investimento, avançou 3,5% no quarto trimestre, depois de ter retraído 3,4% no período anterior.

 

No setor externo, as exportações de bens e serviços recuaram 1,7% após mostrarem expansão em todos os trimestres de 2025, enquanto as importações cresceram 4,4% depois de três trimestres seguidos de retração.

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