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Políticos do AC e parte do norte estão em silêncio sobre fala do governador de Minas

Governador de Minas Gerais, Romeu Zema, após reunião com presidente Jair Bolsonaro onde tratou sobre a grave crise financeira do Estado de Minas Gerais. Sérgio Lima/Poder360 09.04.2020

Os representantes do Acre estão em total silêncio em relação às palavras do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), proferidas na última sexta-feira (02) de que os estados do Sudeste e do Sul seriam ‘a solução do Brasil’ por terem mais trabalhadores do que beneficiários de programas sociais, concentrando setores produtivos mais dinâmicos com um número maior de pessoas trabalhando em vez de viverem do auxílio emergencial.

“Se tem estados que podem contribuir para esse país dar certo eu diria que são esses sete aqui. São estados onde, diferente da grande maioria, há uma proporção muito maior de pessoas trabalhando do que vivendo de auxílio emergencial. São estados onde há um setor produtivo muito mais dinâmico, então com toda a certeza boa parte da solução do Brasil passa por esses sete estados aqui”, disse em coletiva à imprensa durante o Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud).

A fala do governador mineiro causou repercussão imediata em estados do Nordeste, Centro-Oeste e parte do Norte. O pronunciamento vem sendo considerado xenofóicico e de cunho preconceituoso.

Em Pernambuco, deputados pediram “respeito ao nordeste”. Em São Paulo, o ministro do Desenvolvimento Agrário e da Agricultura Familiar lembrou que os nordestinos atuam nas cinco regiões do Brasil. Na Bahia, uma deputada federal considerou a fala “criminosa” e pediu que o governador seja responsabilizado judicialmente.

No Amazonas, um deputado federal classificou Zema como um “idiota”. “O fato de termos mais problemas sociais não nos torna ‘inferiores’; só constata que somos mais abandonados que o resto do País. Quem usa isso como argumento para rebaixar o Norte e o Nordeste é um idiota”, escreveu, via redes sociais, Amom Mandel (Cidadania).

Zema proferiu a declaração na presença dos governadores do Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Santa Catarina. Os executivos não repreenderam o mineiro.

RETRATAÇÃO

Um dia após a repercussão negativa, Zema pediu desculpas e acredita que foi mal interpretado. “Talvez por não utilizar as palavras adequadas, fui mal interpretado. As pessoas recebem o auxílio por não terem emprego. O auxílio é importante em momento de pandemia, recessão”, justificou Zema acrescentando “Se fui mal interpretado, eu peço desculpas. É que nós, governadores do Sul e do Sudeste, acreditamos, temos convicção de que o melhor programa social é a geração de empregos. Nós somos estados que acreditamos nisso”, concluiu.

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