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PF aponta “peregrinação” de Vorcaro em previdências de SP por aportes

Foto: Reprodução/Redes sociais

A PF (Polícia Federal) detalha, na investigação sobre as fraudes envolvendo o liquidado banco Master, como Daniel Vorcaro conseguiu alavancar seu patrimônio, que chegou ao valor de R$ 40 bilhões — considerando seus bens e os de seu grupo — em seis anos.

 

O eixo 1 do inquérito aponta que Vorcaro realizou, com o apoio de quatro advogados, uma “peregrinação” por municípios do estado de São Paulo para captar recursos junto a institutos de previdência. Com a promessa de altos retornos e garantias, aportes milionários eram realizados, segundo informações do inquérito obtidas pela CNN.

 

Um dos casos investigados envolve a previdência dos servidores de Santo Antônio de Posse (SP), que fez aplicações em Letras Financeiras (LFs) que totalizaram R$ 13 milhões, emitidas pelo Banco Master.

 

Nesse episódio, o ex-diretor do instituto, uma supervisora de gestão e três servidores do comitê de investimentos são alvos da investigação em um dos braços do esquema.

 

A investigação aponta indícios de descumprimento de normas, excesso de exposição ao risco, fragilidade nos processos decisórios e inadequação dos ativos.

 

A PF destaca, no entanto, que o padrão se repetiu em ao menos 11 cidades. Nesse período de cerca de seis anos, o chamado “império Vorcaro” mais que triplicou, com recursos oriundos de previdências, RPPS e FGC.

 

O RPPS (Regime Próprio de Previdência Social) é o sistema de previdência exclusivo para servidores públicos concursados (titulares de cargo efetivo) da União, estados, Distrito Federal e municípios.

 

Em fevereiro, a CNN mostrou que dados do MPS (Ministério da Previdência Social) indicam que 19 entes federativos — entre estados e municípios — fizeram aplicações no Banco Master que somam R$ 1,87 bilhão. Segundo a pasta, o Brasil tem um total de 2.130 RPPS.

 

Além das cidades paulistas, o Master também captou recursos de previdências estaduais que passam da casa dos bilhões, como Rio de Janeiro e Amapá, que somam R$ 1,5 bilhão. Esses valores também integram a investigação.

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