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Mendonça avalia medida após troca na PF em caso que cita Lulinha

Sessão plenária do STF • Foto: Antonio Augusto/STF

A explicação da PF (Polícia Federal) para a troca do delegado à frente das investigações da fraude do INSS — em que Lulinha (filho do presidente Lula) é citado — foi considerada insuficiente pelo ministro André Mendonça, responsável pela relatoria do caso no STF (Supremo Tribunal Federal).

 

O relator, segundo apurou a CNN, ainda analisa tomar uma medida após a mudança, feita há duas semanas sem que ele tenha sido comunicado previamente.

 

Mendonça, conforme relatos à CNN, só soube da substituição da coordenação do inquérito por meio do advogado de um dos investigados durante uma audiência.

 

Incomodado, o ministro se reuniu com integrantes da investigação nesta sexta-feira (15) em busca de informações e para conhecer a nova equipe. Apesar das explicações, Mendonça não viu razão para a mudança.

 

A PF decidiu tirar o caso da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários e passá-lo para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq). A mudança resultou na saída do delegado Guilherme Figueiredo Silva da coordenação do caso.

 

Por meio de nota, a PF afirmou que a mudança “foi concebida para assegurar maior eficiência e continuidade às investigações, uma vez que a Cinq possui estrutura permanente voltada justamente à condução de operações sensíveis e complexas com tramitação perante o STF”.

 

Foi esta divisão interna a responsável por pedir a quebra de sigilos do filho mais velho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

 

Foi essa coordenação também que conduziu a negociação da delação premiada do empresário Mauricio Camisotti. A proposta foi enviada ao STF, mas teve que retornar para ser refeita do zero, com a participação da PGR (Procuradoria-Geral da República).

 

A troca da coordenação do inquérito ocorreu também em meio a reclamações da defesa de Lulinha sobre o vazamento de dados da investigação.

 

A oposição ao governo Lula no Congresso criticou a substituição do delegado e quer a convocação do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

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