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Guimarães defende Jaques Wagner, mas cobra apurações “doa a quem doer”

Foto: Gil Ferreira / SRI-PR

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, defendeu que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), possa apresentar sua versão sobre a investigação da Polícia Federal que o relaciona com operações fraudulentas do Banco Master.

 

“Ele terá todo o direito e a nossa proteção para ele se explicar e dar a versão dele sobre esse fato”, afirmou a jornalistas em agenda em Sergipe nesta quinta-feira (18/6).

 

Apesar disso, Guimarães disse que o governo quer que a investigação da Polícia Federal continue “doa a quem doer” e que ocorra com tranquilidade.

 

“O nosso governo tem uma orientação clara, apura-se tudo, doa a quem doer. Buscar cada vez mais a transparência, que é uma atitude do nosso governo. Transparência total, investigação total”, afirmou.

 

Jaques Wagner foi alvo de operação

 

Jaques Wagner foi alvo de operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (18/6) e teve R$ 253 mil apreendidos. A investigação apura se o senador teria atuado em favor de interesses do Banco Master no Congresso Nacional — entre eles, uma proposta de ampliação do crédito consignado e uma medida conhecida nos bastidores como “Emenda Master” — em troca de vantagens indevidas.

 

As suspeitas envolvendo ele surgiram a partir da análise de mensagens extraídas do celular de Augusto Lima, ex-sócio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

 

Em nota, o senador disse não ser réu e nem ter sido formalmente denunciado por envolvimento com o caso do Banco Master.

 

“O montante é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais. Por fim, o senador Jaques Wagner reitera que permanece à inteira disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos, com a certeza de que a verdade prevalecerá”, diz em nota.

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