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No debate do ac24horas, Bocalom destaca experiência de gestão e apresenta propostas para desenvolver o Acre

Sérgio Vale/ac24horas

O candidato ao Governo do Acre, Tião Bocalom, participou nesta sexta-feira (11) do debate promovido pelo ac24horas e concentrou sua participação na apresentação de propostas para produção, geração de empregos, saúde, habitação, transporte e serviços públicos. Ao longo do encontro, Bocalom recorreu à experiência administrativa e defendeu levar para o Governo do Estado políticas e práticas adotadas durante sua passagem pela Prefeitura de Rio Branco.

 

Logo na abertura, Bocalom apresentou o Produzir para Empregar, projeto que orienta seu plano para o desenvolvimento econômico do Acre, e citou mudanças realizadas durante sua administração na capital.

 

A proposta parte do fortalecimento da economia acreana para ampliar a capacidade de investimento do poder público em áreas essenciais. Em agendas recentes, Bocalom tem resumido esse raciocínio de forma direta:

 

“Não adianta você só ficar falando que vai resolver saúde, educação e infraestrutura. E cadê o dinheiro?”, afirmou. Para Bocalom, a resposta passa pelo fortalecimento da produção e pela geração de riqueza dentro do próprio Acre.

 

“O nosso projeto é gerar essa riqueza. E como é que a gente gera essa riqueza? No grande milagre da terra”, declarou.

 

Produção para gerar emprego e financiar serviços públicos

 

O Produzir para Empregar também esteve no centro de um dos embates do debate. Questionado por Thor Dantas sobre o modelo e diante da defesa de uma maior industrialização da economia, Bocalom sustentou sua proposta e apresentou produção e agregação de valor como partes de uma mesma estratégia de desenvolvimento.

 

A visão defendida pelo candidato é fortalecer desde o pequeno produtor até atividades empresariais de maior escala, criando condições para que o Acre produza mais, processe sua produção, gere empregos e faça o dinheiro circular dentro do próprio estado.

 

“Temos que apoiar realmente o homem do campo: comer o arroz do Acre, o feijão do Acre, tomar o leite do Acre, comer o tomate do Acre. Daí o dinheiro fica aqui”, afirmou Bocalom ao explicar recentemente a lógica do projeto.

 

O candidato também defende atividades capazes de trazer recursos novos para a economia acreana.

 

“Se a gente produzir café para exportar, o dinheiro novo vem, circula e todo mundo tira um pedacinho dele.”

 

Para Bocalom, fortalecer a atividade econômica é também uma maneira de aumentar a capacidade do Estado de enfrentar problemas históricos.

 

“Nós temos que fortalecer a economia do Acre para não ficar só dependendo do dinheiro do governo federal”, afirmou.

 

Saúde como prioridade

 

A saúde foi outro dos principais assuntos do debate. Bocalom abordou os problemas enfrentados pela população e defendeu mudanças na organização dos serviços, com maior capacidade de atendimento e integração entre Estado e municípios.

 

O candidato evitou concentrar sua participação apenas em críticas e relacionou o problema à necessidade de melhorar a gestão e garantir capacidade financeira para sustentar políticas públicas.

 

A experiência como prefeito também apareceu nesse ponto. Bocalom defende que o governador precisa compreender a realidade enfrentada pelas prefeituras, que estão diretamente em contato com o cidadão e frequentemente recebem demandas que ultrapassam suas próprias atribuições.

 

A proposta é manter uma relação permanente com os 22 municípios, independentemente da posição política de seus prefeitos, para ampliar a cooperação na saúde e em outras áreas.

 

Habitação, transporte e serviços públicos

 

Questionado diretamente sobre habitação, transporte e serviços públicos, Bocalom utilizou a experiência de Rio Branco como referência para responder sobre o que pretende fazer no Estado.

 

O candidato defendeu planejamento, infraestrutura e capacidade de execução como elementos necessários para transformar projetos em serviços efetivamente entregues à população.

 

Esse foi um dos fios condutores de sua participação: apresentar o trabalho realizado na capital como demonstração da forma de gestão que pretende adotar em escala estadual.

 

Bocalom tem usado justamente essa experiência para defender o conceito de “prefeito governador”, argumentando que conhecer as dificuldades enfrentadas pelos municípios permite ao governador estabelecer uma relação diferente com as administrações locais.

 

Experiência de Rio Branco para todo o Acre

 

Durante o debate, temas diferentes acabaram convergindo para uma mesma proposta apresentada por Bocalom: combinar responsabilidade administrativa, fortalecimento da economia e execução de políticas públicas.

 

O candidato citou sua passagem pelas prefeituras de Acrelândia e Rio Branco e defendeu que o Estado precisa recuperar capacidade de investimento e trabalhar em parceria com os municípios.

 

Na área econômica, Bocalom resumiu sua visão ao defender que desenvolvimento depende da geração de riqueza e de trabalho.

 

“Dinheiro não cai do céu. Tem que trabalhar”, afirmou.

 

Ao final, Bocalom manteve como eixo de sua participação o Produzir para Empregar e a experiência administrativa acumulada nas prefeituras. A proposta apresentada pelo candidato é levar para todo o Acre uma gestão baseada no incentivo à produção, geração de emprego, parceria com os municípios e aplicação dos recursos públicos em áreas essenciais para a população.

 

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