A distribuição do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as eleições de 2026 revela diferenças significativas entre os partidos que participam da disputa no Acre. Apesar de o fundo manter um volume próximo ao de 2022, em torno de R$ 4,96 bilhões, a divisão dos recursos mudou e colocou o PL na liderança nacional, com R$ 881,7 milhões.
O valor corresponde a cerca de 17,8% de todo o fundo destinado às campanhas deste ano. Na sequência aparecem o PT, com R$ 615,4 milhões; União Brasil, com R$ 526,2 milhões; PSD, com R$ 421 milhões; PP, com R$ 417,1 milhões; MDB, com R$ 400 milhões; e Republicanos, com R$ 348,6 milhões.
A maior mudança ocorreu no PL. Em 2022, a legenda recebeu R$ 288,5 milhões e ocupava a sétima posição entre os partidos. Para 2026, o montante cresceu 205,6%.
O Republicanos também ampliou os recursos disponíveis, passando de R$ 242,3 milhões em 2022 para R$ 348,6 milhões neste ano, uma alta de 43,9%. PSD e PP tiveram aumentos de 20,3% e 21%, respectivamente.
Em sentido contrário, algumas siglas tradicionais perderam espaço. O União Brasil, que liderava a distribuição em 2022, terá R$ 526,2 milhões, contra R$ 782,5 milhões anteriormente, queda de 32,8%.
O PSDB, que no Acre tem como principal nome o ex-prefeito Tião Bocalom, também registrou forte redução. A legenda passou de R$ 320 milhões em 2022 para R$ 147,9 milhões em 2026, uma diminuição de 53,8%.
Como o dinheiro se distribui entre as alianças no Acre
No Acre, os recursos nacionais ganham importância diante das alianças formadas para a disputa pelo Governo do Estado.
A governadora Mailza Assis (PP) conta com uma coligação que reúne partidos de grande peso no fundo eleitoral, entre eles PP, PL, MDB e União Brasil. O PL, que terá a maior parcela nacional, tem no Estado o senador Márcio Bittar como uma de suas principais lideranças.
O PP, partido de Mailza, terá R$ 417,1 milhões em nível nacional. Já o MDB, que indicou Jéssica Sales para a vice-governadoria, receberá R$ 400 milhões.
Do outro lado está o senador Alan Rick (Republicanos), que disputa o governo pelo Republicanos. A legenda terá R$ 348,6 milhões e integra uma aliança que também conta com PSD, Novo e Avante.
O PSD, liderado no Acre pelo senador Sérgio Petecão, terá R$ 421 milhões para as eleições deste ano.
Outra candidatura que terá uma estrutura partidária relevante é a do médico Thor Dantas (PSB), apoiado pelo PT. A aliança também reúne Podemos e a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.
O PT terá R$ 615,4 milhões, enquanto o PSB receberá R$ 152,3 milhões e o Podemos terá aproximadamente R$ 246 milhões. A participação petista, portanto, amplia a capacidade financeira da aliança, mesmo com o partido não estando na cabeça da chapa majoritária.
Recursos não garantem vitória nas urnas
Embora o fundo eleitoral seja importante para financiar publicidade, produção de conteúdo, deslocamentos, estrutura e outras despesas de campanha, o volume de dinheiro disponível não determina, sozinho, o resultado de uma eleição.
A disputa também envolve força política, alianças, candidatos, comunicação com o eleitorado e capacidade de mobilização.
No Acre, entretanto, a diferença entre os recursos disponíveis para cada legenda pode influenciar a estrutura das campanhas. Mailza Assis, Alan Rick, Thor Dantas e Tião Bocalom chegam à corrida eleitoral apoiados por partidos com diferentes níveis de financiamento.
A composição das alianças, somada à distribuição do fundo eleitoral, mostra que a eleição deste ano será marcada não apenas pela disputa entre os candidatos, mas também pela capacidade financeira e estrutural de cada grupo para chegar ao eleitor.
Com informações do site ContilNet















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