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Disputa pelo Senado já movimenta mais de R$ 11 milhões no Acre; veja quanto cada candidato recebeu

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A disputa pelas duas vagas do Acre no Senado já movimentou mais de R$ 11 milhões em recursos declarados à Justiça Eleitoral. O dinheiro, no entanto, está concentrado em cinco das oito campanhas que disputam a eleição, enquanto os demais candidatos aparecem com valores bem mais baixos ou ainda sem receita registrada.

 

Os maiores volumes estão nas campanhas de Márcio Bittar (PL), Gladson Cameli (PP) e Sérgio Petecão (PSD), que, juntos, já reúnem cerca de R$ 8,8 milhões. Na sequência aparecem Jorge Viana (PT) e Mara Rocha (Republicanos), também com mais de R$ 1 milhão cada.

 

Para o primeiro turno, cada candidato ao Senado no Acre pode gastar até R$ 3.176.572,53. Com isso, Bittar e Gladson já declararam recursos equivalentes a cerca de 96% do limite, enquanto Petecão chegou a 88% do teto.

 

Os dados fazem parte da prestação de contas parcial das candidaturas e podem sofrer alterações ao longo da campanha, com novos repasses, doações e despesas sendo incluídos no sistema da Justiça Eleitoral.

 

Bittar recebeu R$ 3,04 milhões

 

Márcio Bittar é o candidato com maior volume de recursos registrado na atualização consultada. A campanha declarou R$ 3,04 milhões em receitas.

 

Desse total, R$ 3,02 milhões vieram do Fundo Eleitoral repassado pelo PL. Outros R$ 20 mil foram registrados como recursos próprios.
O valor representa cerca de 96% do teto de R$ 3.176.572,53 estabelecido para uma candidatura ao Senado no Acre no primeiro turno.

 

Gladson recebeu R$ 3,03 milhões do PP

 

A campanha do ex-governador Gladson Cameli recebeu R$ 3,03 milhões do Progressistas para a disputa ao Senado.
O recurso veio do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e coloca a campanha de Gladson também próxima do limite de gastos permitido para o primeiro turno.

 

Petecão tem R$ 2,8 milhões

 

O senador Sérgio Petecão declarou R$ 2,8 milhões em receitas para tentar a reeleição.

 

Todo o valor registrado até a atualização consultada tem origem no Fundo Eleitoral repassado pelo PSD. A quantia corresponde a cerca de 88% do teto de R$ 3.176.572,53.

 

Jorge Viana já passou de R$ 1,6 milhão

 

Candidato ao Senado pelo PT, Jorge Viana declarou R$ 1.608.286,27 em receitas.

 

A maior parte, R$ 1,588 milhão, foi repassada pelo próprio partido por meio do Fundo Eleitoral. Além dos recursos partidários, a campanha também recebeu R$ 20 mil em doações de pessoas físicas. O valor corresponde a cerca de 51% do teto de gastos.

 

Mara Rocha tem quase R$ 1,2 milhão

 

Mara Rocha (Republicanos) aparece com R$ 1.197.998,40 em receitas declaradas.

 

Assim como ocorre com os principais concorrentes, a maior parte do dinheiro veio do partido: R$ 1,195 milhão foram repassados pelo Republicanos. A campanha também registra R$ 2 mil em doação de pessoa física.

 

O valor corresponde a cerca de 38% do teto de gastos.

 

Velloso tem R$ 24 mil em doações

 

A campanha de Eduardo Velloso (Solidariedade) apresenta uma realidade bem diferente das cinco maiores. Até a atualização consultada, foram registrados R$ 24 mil em receitas, todos provenientes de pessoas físicas.

 

O valor representa menos de 1% do limite permitido para uma candidatura ao Senado.

 

Professor Inácio declarou R$ 1,7 mil

 

Professor Inácio Moreira (PSOL) aparece com R$ 1.771,53 em receitas.

 

Todo o valor foi registrado como recurso próprio. A campanha também declarou R$ 349 em despesas contratadas.

 

Dr. Júnior ainda não tem receita registrada

 

Dr. Júnior Feitosa (DC) é o único dos oito candidatos ao Senado que não apresenta valor de receita registrado na atualização consultada.
Isso não significa que a candidatura não possa receber recursos posteriormente. A prestação de contas é parcial e pode ser atualizada durante o período eleitoral.

 

Fundo Eleitoral domina a disputa

 

Os números mostram que o financiamento partidário é responsável pela maior parte dos recursos das campanhas mais estruturadas.
Bittar, Gladson, Petecão, Jorge Viana e Mara Rocha receberam praticamente toda a receita declarada de seus respectivos partidos. A principal exceção entre as campanhas com valores menores é Eduardo Velloso, que aparece, até agora, apenas com doações de pessoas físicas.

 

Até o fim da campanha, os valores ainda devem mudar nas próximas atualizações da prestação de contas.

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