O Acre está entre os oito estados com menor número de mulheres na disputa por uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o estado tem apenas uma candidata concorrendo ao cargo.
Além do Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Sergipe e Tocantins também registraram somente uma candidatura feminina ao Senado.
O cenário acreano é diferente do registrado em estados como Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo, que aparecem com o maior número de mulheres na disputa, com cinco candidatas cada.
Apesar da baixa participação, o número representa uma mudança em relação a eleições anteriores. Em 2018, o Acre não teve nenhuma mulher concorrendo ao Senado. Já em 2026, pela primeira vez desde 2014, todos os 26 estados e o Distrito Federal contam com pelo menos uma candidata ao cargo.
Participação feminina ainda é minoria
Em todo o país, foram registradas 314 candidaturas ao Senado, sendo 69 de mulheres e 245 de homens. As candidatas representam 22% do total, enquanto os homens correspondem a 78%.
O número de mulheres na disputa cresceu 19% em comparação com 2022 e 11,3% em relação a 2018. Mesmo assim, a participação feminina neste ano ainda fica abaixo da registrada em 2022, quando elas representaram 23,9% das candidaturas ao Senado.
Uma das diferenças em relação às eleições para deputados é a regra de gênero. A legislação eleitoral estabelece que partidos e federações devem respeitar o percentual mínimo de 30% e máximo de 70% para candidaturas de cada sexo nas eleições proporcionais.
Essa exigência, porém, não se aplica às eleições para o Senado, que seguem o sistema majoritário. A regra de distribuição por gênero vale para as disputas de deputado federal, estadual e distrital.
Com informações do site Ac24horas.















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