Navios petroleiros têm contornado o bloqueio iraniano no Estreito de Ormuz utilizando uma rota arriscada próxima à costa de Omã.
Cerca de 15 navios atravessam esta rota diariamente, a maioria petroleiros, com cobertura aérea das forças dos Estados Unidos, segundo o jornal Financial Times, que ouviu duas fontes com conhecimento do trânsito na região.
Porém, empresas de transporte de petróleo e de monitoramento de trânsito marítimo alertam que a rota é arriscada por ser muito estreita e não ter margem para manobras, o que pode resultar em colisões.
Nessa quarta-feira (10/6), o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que está conduzindo uma “missão secreta” para auxiliar o trânsito de petroleiros na região. Segundo o republicano, 100 milhões de barris de petróleo atravessaram a rota marítima e chegarão aos mercados globais.
Segundo Trump, este é o motivo pelo qual o preço do barril de petróleo internacional não disparou. Atualmente, o barril “Brent”, referência mundial, está em cerca de US$ 92. Antes da guerra entre EUA, Israel e Irã, o preço da unidade estava entre US$ 70 e US$ 72.
Irã impõe “bloqueio total”
Enquanto isso, o Irã voltou a afirmar que impôs um bloqueio total no Estreito.
O país persa havia criado um órgão para controlar o trânsito no Estreito de Ormuz, o Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PSGA, na sigla em inglês), e permitia a passagem controlada de algumas embarcações em coordenação com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC).
Porém, nesta quinta, o agência Fars publicou um comunicado da PSGA afirmando que o estreito está “fechado até novo aviso”, e navios que receberam autorização de passagem dever aguardar e seguir orientações futuras do órgão.
“Em razão das tensões criadas pelas forças agressoras dos Estados Unidos na região e do comunicado emitido pelas Forças Armadas da República Islâmica do Irã na noite passada, o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até novo aviso. Os solicitantes que receberam autorização de passagem devem aguardar e seguir as orientações futuras da Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA)”, diz o comunicado.
















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