O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 0,58% em maio deste ano, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Sete dos nove grupos pesquisados registraram elevação.
O índice foi puxado principalmente por alimentação e bebidas e habitação, que inclui a conta de energia. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (12/6). Vilã do mês, a batata-inglesa teve a maior elevação em alimentos, subindo mais de 44%.No acumulado de 12 meses, a inflação registra alta de 4,72%. No ano, ou seja, no acumulado de janeiro a maio do IPCA, a elevação corresponde a 3,20%.
A meta de inflação para 2026 é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Com isso, o índice tem piso de 1,5% e teto de 4,5%, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Em maio de 2026, o grupo com o maior impacto na inflação foi alimentação e bebidas, que acelerou 1,33%. “Vilão” do mês, o setor respondeu por 0,29 ponto percentual (p.p.) da inflação de todo o período.
O segundo grupo de maior relevância foi habitação, que inclui a conta de energia, com alta de 1,22%, e impacto de 0,16 p.p..
O IBGE pesquisa a inflação dividida em nove grupos distintos. Do total, sete tiveram alta, um resultado negativo (transportes) e um com variação nula (educação). O peso para cada grupo no IPCA é diferente, pois o instituto considera que alguns itens representam partes maiores nos orçamentos familiares.
Vilões
A alta do grupo alimentação e bebidas ficou praticamente estável de abril para maio tendo apresentado elevações respectivas de 1,34% e 1,33% nos dois meses. O resultado fez ele representar o maior impacto entre os grupos no mês: 0,29 ponto percentual.
O subgrupo alimentação no domicílio registrou alta de 1,64%, ante 1,65% em abril. A influência veio principalmente dos itens:
batata-inglesa (44,69%);
tomate (20,62%);
cebola (16,80%); e
carnes (1,39%).
Também houve quedas, casos do café moído (-2,38%) e das frutas (-0,70%).
A alta do grupo habitação (1,22%) teve forte influência da conta de energia elétrica residencial (3,67%). A elevação aconteceu por uma combinação de reajustes em algumas localidades e a vigência da bandeira tarifária amarela. A medida representa um acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 kwh consumidos.
Abastecer ficou mais em conta
O alívio neste mês veio do grupo transportes, que inclui os combustíveis. Este conjunto de itens teve retração de 0,46% em maio.
A explicação para o recuo em transportes está na queda nos preços da maioria dos combustíveis em meio a medida adotadas pelo governo para controlar os preços, diante da alta provocada pela guerra no Oriente Médio, entre Irã, Estados Unidos e Israel.
Veja as variações:
etanol: -6,20%;
óleo diesel: -2,34%;
gasolina: -1,46%;
gás veicular: +5,81%.
Veja a variação do IPCA por grupos:
Alimentação e bebidas: 1,33%;
Habitação: 1,22%;
Artigos de residência: 0,08%;
Vestuário: 0,62%;
Transportes: -0,46%;
Saúde e cuidados pessoais: 0,90%;
Despesas pessoais: 0,41%;
Educação: 0,00% (variação nula)
Comunicação: 0,23%.
















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