Durante passagem por Natal, no Rio Grande do Norte, na segunda-feira (21/9), o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) manteve a ofensiva contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em discurso durante comício realizado à noite, o senador voltou a afirmar que, caso seja eleito, indicará cinco ministros para a Corte, contabilizando com impeachment de Moraes.
Flávio também voltou a associar o presidente Lula (PT) aos escândalos do STF relacionados ao Banco Master. Segundo o candidato, a “tropa do Lula” na Corte foi responsável por adiar a decisão sobre a abertura de investigação contra Moraes por supostas trocas de mensagens com Daniel Vorcaro.
O senador subiu ao palco ao lado de aliados e integrantes de sua chapa no estado: Álvaro Dias (PL), candidato ao governo; Styvenson Valentim (PL) e Coronel Hélio (PL), candidatos ao Senado; e Rogério Marinho (PL), senador e coordenador de campanha do presidenciável. Durante os discursos, apoiadores que lotaram a Praça Cívica de Natal entoaram gritos como “Fora, Moraes” e “Lula ladrão, seu lugar é na prisão”.
Antes do comício, Flávio participou de motocarreata com apoiadores pelas principais vias da cidade, passando pela Avenida Engenheiro Roberto Freire, BR-101, Avenida Senador Salgado Filho, Avenida Hermes da Fonseca e Rua Trairi.
Ao chegar ao local de concentração, Flávio foi questionado pelo Metrópoles sobre o contrato de R$ 427 milhões da “Turma do KN” para destravar precatórios do Banco Master. O senador, no entanto, não respondeu à pergunta.
“Eu não sei se a história é essa, eu não tenho condição de falar do que eu não sei o que é, eu não sei do assunto”, declarou.
Como revelou a coluna de Andreza Matais, arquivo enviado pela Polícia Federal (PF) aos ministros do STF revelou que o Banco Master firmou contrato de advocacia no valor de R$ 427 milhões com a chamada “Turma do KN”.
O valor seria pago caso fossem vencidas ações de interesse de Daniel Vorcaro em tribunais superiores, que poderiam liberar bilhões de reais em precatórios. Segundo as mensagens contidas no relatório, “KN” seria uma menção ao ministro Kassio Nunes Marques, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na reta final da campanha, Flávio tem buscado desgastar o presidente Lula ao associar o petista à crise da Suprema Corte. O discurso vem sendo reiterado em seus atos, como no comício de que participou no fim de semana, em Joinville (SC), quando afirmou que Lula devia seu mandato a Moraes e teceu críticas a Flávio Dino. Os ministros têm sido os principais alvos de críticas do presidenciável.
Nordeste na reta final
Embora a campanha do candidato do PL esteja concentrada na Região Sudeste, nesta reta final da eleição, Flávio Bolsonaro escolheu o Rio Grande do Norte e o Maranhão para realizar seus atos políticos no início desta semana. Os estados, tradicionalmente redutos do PT, estão entre aqueles em que Lula registra maior vantagem.
De acordo com a primeira rodada da pesquisa Quaest, divulgada em 25 de agosto, 45% dos eleitores do Rio Grande do Norte pretendiam votar em Lula, enquanto Flávio tinha 20% das intenções de voto.
Na agenda desta segunda-feira, Flávio escalou seu vice, Alfredo Gaspar, para acompanhá-lo. Natural de Alagoas, Gaspar vem sendo peça importante no fortalecimento da campanha na Região Nordeste. Durante o comício em Natal, discursou e afirmou ter “orgulho de ser nordestino”.
Nesta terça-feira (22/9), Flávio segue para São Luís, onde participa de motocarreata pela manhã. Em seguida, marcará presença em comício na capital maranhense.
















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