A campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que o candidato do PL fará uma oração antes da leitura do termo de posse, em janeiro de 2027, caso seja eleito presidente da República. A nota foi divulgada nesta segunda-feira (28) para explicar a declaração de Flávio, em agosto passado, de que decretaria que “o Brasil será de Jesus Cristo”.
Segundo o comunicado, o candidato entregaria o Brasil a Jesus Cristo em um gesto simbólico de agradecimento e de pedido de proteção e bênção para todos os brasileiros.
“Flávio Bolsonaro sempre defendeu o total respeito a todas as religiões e formas de expressão da fé. Flávio fará uma oração antes de ler o termo de posse quando assumir a Presidência da República entregando o Brasil a Jesus Cristo, numa ação simbólica de agradecimento e também como um pedido de proteção e benção para todos os brasileiros”, diz a nota.
A explicação vem em meio à crise provocada pela notícia falsa que associou Flávio a uma proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
A declaração de Flávio, dada em agosto, tem sido resgatada por adversários em meio à discussão envolvendo a padroeira do país.
“Eu quero debater com quem não acredita em Deus, porque, quando eu for presidente, um dos meus primeiros atos será decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”, disse o candidato do PL em um vídeo em aceno a evangélicos, em agosto.
A deputada federal Simone Marquetto (PP-SP), ex-presidente da Frente Parlamentar Católica, saiu em defesa da fala do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, que disse que, se eleito, iria decretar o “Brasil do Senhor Jesus Cristo”.
“A fala de Flávio não elimina a devoção mariana. Tudo o que fazemos por Maria é para chegar a Jesus. Quando ele fala que vai decretar o Brasil do Senhor Jesus é ele dizendo que será um povo de Deus. Ele é evangélico e respeita a fé católica”, disse a deputada à CNN.
Marquetto foi cotada para ser vice na chapa de Flávio. Ela é autora do projeto de lei que instituiu o Dia Nacional do Rosário da Virgem Maria. A lei foi sancionada em dezembro de 2023, e a data é celebrada em 7 de outubro.
A parlamentar lidera peregrinações pelo país com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, que desde 1967 tem o título de generalíssima do Exército.
“Como defensora de Nossa Senhora eu não estaria ao lado de uma pessoa que não respeita a fé católica. Flávio e eu sempre falamos sobre o respeito à fé, e vi verdade no que conversamos. O que está acontecendo é uma injustiça”, disse a deputada, que não disputa a reeleição.
Mais cedo, em um movimento para conter o desgaste de Flávio, o Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb) saiu em defesa do candidato do PL e acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seus apoiadores de promover fake news.
A entidade afirma que “repudia com veemência a utilização de uma fake news por Lula e seus seguidores para atingir um adversário político e, o mais grave, promover uma guerra religiosa entre católicos e evangélicos”.
“Evangélicos e católicos vivem em paz. Não existe nenhuma iniciativa por parte de líderes evangélicos, junto a nenhuma candidatura, para promover o cancelamento de feriados ou cultos de qualquer religião”, diz o comunicado.
O movimento foi criado pelo pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, e afirma reunir mais de 10 mil pastores de diferentes denominações.















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