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Após 32 anos, eleição volta a deixar Aleac sem nenhuma mulher entre os eleitos

A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) terá uma composição exclusivamente masculina a partir de 2027. Nenhuma mulher conseguiu conquistar uma das 24 vagas nas eleições deste domingo (4), fazendo a representação feminina cair das atuais três cadeiras para zero.

 

As três deputadas que encerram mandato tentaram a reeleição e ficaram de fora. Antonia Sales (MDB), Maria Antônia (PP) e Michelle Melo (União Brasil) ocupam hoje 12,5% das cadeiras da Casa. Nenhuma delas conseguiu renovar o mandato e nenhuma outra candidata alcançou uma vaga.

 

Entre os 24 eleitos estão Nicolau Júnior (PP), Fagner Calegario (União Brasil), Clodoaldo Rodrigues (PP), André da Droga Vale (PP), Marcus Alexandre (MDB), Manoel Moraes (PP), Tanizio Sá (MDB), Chiquinho do Duda (PL), Adailton Cruz (União Brasil), Samir Bestene (PP), Eduardo Ribeiro (Republicanos), Arlenilson Cunha (PL), Tchê (PDT), Tio Pablo Bregense (União Brasil), Gene Diniz (Republicanos), Afonso Fernandes (União Brasil), Emerson Jarude (Novo), Edvaldo Magalhães (PCdoB), Tadeu Hassem (Republicanos), Raimundo Neném (PL), Gláucio Pedrosa (PL), Jailson Amorim (PSD), Antonio Pedro (PSD) e Leôncio Castro (PSDB).

 

A nova composição terá dez partidos. O PP ficará com a maior bancada, cinco deputados. União Brasil e PL terão quatro cada, enquanto o Republicanos elegeu três. MDB e PSD conquistaram duas vagas cada; PDT, Novo, PCdoB e PSDB terão um deputado.

 

O resultado tem um precedente relativamente distante. Levantamento nos resultados históricos da Justiça Eleitoral mostra que a última eleição estadual em que nenhuma mulher conquistou vaga na Aleac foi a de 1994, há 32 anos. Naquele ano, os 24 deputados estaduais eleitos eram homens. Já em 1998, a presença feminina voltou com a eleição de Naluh Gouveia (PT) e Nazaré (PMDB).

 

A ausência de mulheres na composição da Assembleia também aconteceu em períodos mais antigos. Em 1974, por exemplo, as nove cadeiras em disputa ficaram com homens. Quatro anos depois, em 1978, três mulheres foram eleitas deputadas estaduais: Maria Pinho Pascoal, Iolanda Fleming e Railda Pereira da Silva. Desde então, houve oscilações na bancada feminina, até o novo resultado sem nenhuma mulher eleita em 2026.

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