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Diretor da PF fala em “respeito à soberania” no combate ao crime, entenda

Diretor da PF ao lado de representantes das Forças Armadas do Brasil; na segunda fileira os diretores-executivos da PRF, Alberto Raposo, e Polícia Penal Federal, Renato Vaz. • Foto: Polícia Federal/Divulgação

O diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, disse nesta quarta-feira (8) que é preciso ter cooperação entre países para combater o crime organizado e que, nesse sentido, é preciso respeitar “o Estado de Direito e a soberania das nações”.

 

A fala foi durante a quinta Cúpula dos Chefes de Polícia das Nações Unidas, realizada na sede das ONU, as Nações Unidas, em Nova York.

 

“O crime não respeita fronteiras, e nenhum país pode combater o crime transnacional sozinho. O Brasil fez da integração internacional uma prioridade e considera que o crime organizado deve ser enfrentado por meio de uma abordagem equilibrada e abrangente, baseada em inteligência, estratégia e cooperação, com respeito ao Estado de Direito, à soberania das nações e aos direitos fundamentais”, disse o chefe da PF brasileira.

 

A cúpula constitui o principal fórum global de alto nível dedicado ao diálogo entre chefes de polícia, ministros, comandantes de forças policiais e representantes das Nações Unidas sobre temas relacionados à paz, segurança internacional, prevenção de conflitos e cooperação policial.

 

A fala do diretor da PF ocorre após a designação dos Estados Unidos de classificar duas facções brasileiras como grupos terroristas, algo que é criticado por Andrei como “um erro grotesco”. Na avaliação do delegado, crime organizado é uma coisa e grupo terrorista é outra, e são investigações diferentes que combatem essas organizações.

 

Na semana passada, os EUA sancionaram dois brasileiros por suposta ligação com a maior facção do Brasil. Dois dias depois, eles foram alvos de operação e mandados de prisão da PF por lavagem de dinheiro transnacional. O pedido da PF contra ambos foi feito em março à Justiça, antes da classificação. Na ação, R$ 10,4 bilhões foram bloqueados judicialmente.

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